Mais de três anos depois da morte de Eloá Pimentel, o caso pode ganhar um desfecho nesta quinta-feira (16). Chega ao quarto dia o julgamento de Lindemberg Alves Fernandes, acusado de matar a ex-namorada após 101 horas de cativeiro. Todas as testemunhas já foram ouvidas, inclusive o réu, que falou ontem por seis horas. Para hoje, está previsto o debate entre defesa e acusação e a reunião do júri para deliberarem a decisão.
Ontem Lindemberg ofereceu, pela primeira vez [ele havia permanecido em silêncio em depoimentos à polícia] a sua versão para o que ocorreu nos cinco dias em que a manteve em cárcere privado, que terminou com a morte dela e um tiro contra a amiga Nayara Rodrigues. O acusado respondeu aos questionamentos da juíza Milena Dias, da promotoria e dos advogados de acusação e defesa. Logo no início, o réu pediu perdão à família de Eloá, que permaneceu no plenário durante todo o tempo.
"Eu vim para contar a verdade, porque eu tenho uma dívida muito grande com a família dela. Eu queria pedir perdão em público, porque eu entendo a dor da dona Tina (em referência a Ana Cristina, mãe de Eloá, que assistia ao júri). Eu queria pedir perdão pra ela por tudo o que aconteceu", disse.
Lindemberg disse que não tinha a intenção de matar a estudante, que tem dúvidas se partiu de sua arma o tiro que atingiu Nayara e que não atirou dentro do apartamento nos instantes que antecederam a invasão da polícia. Segundo ele, a invasão naquele momento foi desnecessária e contribuiu para o desfecho do caso.
Na abertura dos trabalhos, o primeiro-tenente da Polícia Militar Paulo César Schiavo, manteve a versão de que a invasão ao apartamento se deu após o disparo de um tiro por parte do réu. "Houve um disparo anterior ao acionamento do explosivo e, depois disso, pelo menos mais dois disparos", disse o policial. No primeiro dia de julgamento, Nayara Rodrigues, que também esteve no cativeiro, afirmou que a invasão aconteceu sem que tivesse havido um disparo no interior do apartamento. Com informações do portal Terra.