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MPF quer processar casal Garotinho por improbidade no Rio

17 de fevereiro 2012 - 19h30 Por Redação Douranews
MPF quer processar casal Garotinho por improbidade no Rio

O MPF (Ministério Público Federal) entrou com ação civil pública por improbidade administrativa contra os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Matheus (ambos do PR). O casal é acusado de participar de um esquema que desviaria verbas públicas em favor de suas campanhas eleitorais. Além deles, mais 17 pessoas foram denunciadas, incluindo funcionários e dirigentes da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) e das empresas sem fins lucrativos Fesp-RJ (Fundação Escola de Serviço Público) e o Inaap (Instituto Nacional para Aperfeiçoamento da Administração Pública).

De acordo com o MPF, caso sejam condenados, Garotinho, Rosinha e os outros réus podem perder os direitos políticos por até 10 anos e serem obrigados a ressarcir o dano causado aos cofres públicos, além de outras penas como perda da função pública e proibição de contratar com o poder público. Atualmente, Garotinho é deputado federal, enquanto Rosinha é prefeita de Campos dos Goytacazes.

As irregularidades tiveram início em 2004, segundo a promotoria. Até 2003, a CPRM utilizava serviços técnicos de informática da Fundação Data Brasil, mas o contrato foi suspenso pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Alegando não poder interromper as atividades, a CPRM solicitou, no final de dezembro daquele ano, propostas comerciais para a celebração de um contrato emergencial, com dispensa de licitação. Três entidades apresentaram propostas: FESP, Inep e Embrapa, sendo as duas primeiras ligadas ao esquema de fraude das ONGs no governo Garotinho, segundo o MPF.

No início de janeiro de 2004, a CPRM firmou contrato com a vencedora, a Fesp, por R$ 780 mil, que prestava apenas serviços de recrutamento e treinamento de pessoal, e não de suportes de apoio logístico, operacional administrativo ou técnico, conforme o próprio Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro apontou. Segundo a ação, a Fesp é vinculada ao Estado do Rio de Janeiro, governado na época por Rosinha Matheus.

Três dias depois de fechar o contrato com a CPRM, alegando carência de pessoal, a Fesp subcontratou o Inaap por R$ 757 mil para implementar os serviços. Além de ter sido feita sem licitação, a própria subcontratação é vedada pela Lei de Licitações nestes casos, não existindo qualquer cláusula entre a CPRM e a Fesp que preveja essa hipótese. As informações são do portal Terra.