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Galo da Madrugada é o teste pernambucano para Copa 2014

19 de fevereiro 2012 - 14h37 Por Redação Douranews
Galo da Madrugada é o teste pernambucano para Copa 2014
O desfile do maior bloco do Carnaval, o Galo da Madrugada, é utilizado como evento teste para a Copa do Mundo de 2014 em Pernambuco. O governador do Estado, Eduardo Campos (PSB), disse que o momento é ideal para definir como deve ser o atendimento de saúde à população. "Não existe outra festividade que reúna tantas pessoas com o Carnaval", afirmou. A estimativa é que durante o percurso do bloco, que tem 25 trios elétricos, se crie uma aglomeração de mais de 1 milhão de foliões.

As ações desse teste incluem o monitoramento por 268 câmeras da segurança públicas e 48 de instituições privadas (como shoppings centers) e uma grande simulação da Força Nacional de Saúde, para conhecer as necessidades do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) quando em meio a multidões.

O governador acompanhou ontem (18), no começo da manhã, o tradicional café do desfile do Galo, no Forte das Cinco Pontas, no bairro de São José, no Recife. Ele recebeu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o prefeito do Recife, João da Costa (PT), e outras autoridades. Padilha conheceu a central de monitoramento e algumas estruturas montadas pelas instituições de saúde que têm apoio do ministério.

O governo de Estado também se preparou para sair bem na foto-teste da saúde na Copa. O Carnaval deste ano contou com a contratação, em regime temporário, de mais de 2 mil profissionais de saúde e bloqueios da Vigilância Sanitária estadual para evitar a venda de produtos sem procedência certificada por órgão do Ministério da Agricultura. São barradas salsichas que não estejam recebendo refrigeração, espetinhos que não sejam industrializados, gelo em escamas e outros produtos.

No café da manhã do Galo, Alexandre Padilha também divulgou a nova campanha do Governo federal contra a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e aids. Outra frente do ministério busca combater o preconceito para poder levar aos grupos homossexuais os serviços de saúde públicos. "O preconceito é uma doença. Pior é o vírus, que não tem nenhum preconceito", declarou Padilha.