"A partir do momento que tivemos conhecimento da verdadeira posição de Gabriella, por meio da família, achei por bem entrar em contato com o Instituto de Criminalística de Campinas, para realização de nova operação dessa máquina", disse o delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior. "O diretor do IC (Nelson Patrocínio da Silva) foi ao parque para trabalhar nesse assento e me passou que nas descidas a trava se levanta, chicoteia e abaixa. Isso não havia sido visto antes", afirmou.
O delegado disse, ainda, que a cadeira também não possui o cinto considerado um segundo dispositivo de segurança. De acordo com o promotor criminal de Vinhedo, Rogério Sanches, tudo leva a crer que a garota subiu os 69,5 metros de altura do "elevador" com a trava aberta e não teria conseguido segurá-la durante a descida.
Na sexta-feira, o delegado havia recebido informações de testemunhas de que aquela cadeira estava inoperante. As informações foram confirmadas pelo parque e duas perícias foram realizadas, na sexta e segunda-feira, como se Gabriella estivesse sentada em outro lugar e aquela cadeira estivesse vazia o tempo todo.
O promotor apontou grau máximo de negligência por parte do parque. "Se eventualmente quiseram induzir as autoridades a erro, se enganaram", afirmou. "Essa menina entrou em uma verdadeira arma, um brinquedo fatal." De acordo com Sanches, não está descartada a possibilidade de tratar o caso como um homicídio doloso. "Assumir o risco da morte de um visitante é dolo. Se não assumiu o risco, acreditou poder evitar, ou que jamais aconteceria, pode ser culpa", afirmou.
O Hopi Hari informou por meio de nota divulgada nesta quarta-feira que, "em relação aos novos fatos, o parque reitera veementemente a cooperação absoluta com todos os órgãos responsáveis na apuração definitiva deste caso".
Na terça-feira, um engenheiro de manutenção do parque, que não teve o nome divulgado, prestou depoimento e disse ao delegado ser impossível uma falha mecânica.