Antes de completar um ano de lançamento, a busca ativa do Plano Brasil Sem Miséria já identificou 550 mil famílias, de um universo de 800 mil previstas até 2013. Elas foram incluídas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e poderão ser beneficiadas por programas de transferência de renda, acesso a serviços públicos e inclusão produtiva. A informação foi divulgada hoje (5), em Brasília, pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, durante o programa Bom Dia, Ministro, veiculado pela Empresa Brasil de Comunicação em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
A busca ativa é uma estratégia do Brasil Sem Miséria para levar às famílias pobres e em situação de extrema pobreza informações sobre programas de transferência de renda e inclusão produtiva, além de acesso a serviços públicos. No balanço dos seis primeiros meses do plano de superação da extrema pobreza, no final de 2011, o número de famílias localizadas pela busca ativa era de 407 mil.
Outro tema abordado pela ministra durante a entrevista foi o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), também lançado no ano passado. Até 2014, ele deve oferecer 1 milhão de vagas para qualificação profissional. Até o momento, segundo Tereza Campello, o programa já ofereceu mais de 141 mil vagas em todo o país. O governo espera fechar o ano com a oferta de 300 mil vagas. “Têm municípios que usam carros de som e panfletagem para divulgar os cursos”, assinalou.
Bolsa Família
A ministra lembrou também o resultado de pesquisa que mostra que 70% dos adultos que recebem o benefício do Bolsa Família trabalham. “Não é verdade que o Bolsa Família acomoda. Muitas vezes, os trabalhos são informais ou os vínculos de emprego são frágeis”. Levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae), acrescentou ela, mostra que 8% dos beneficiários do Bolsa Família já conseguiram montar seu próprio negócio.
Tereza Campello destacou também que as unidades da Federação estão complementando o valor do Bolsa Família para superar a extrema pobreza, seguindo uma estratégia do Plano Brasil Sem Miséria. Até agora, oito estados e o Distrito Federal já lançaram programas de complementação de renda do Bolsa Família.