O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira (9) a portaria que estabelece o afastamento, por 30 dias, do superintendente Regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) do Distrito Federal e Entorno, Marco Aurélio Bezerra da Rocha.
Rocha é citado em relatório da PF (Polícia Federal) por suposto favorecimento do grupo do empresário Carlinhos Cachoeira, preso após a Operação Monte Carlo, em processo de regularização fundiária da fazenda Gama, próxima à Brasília. Documento da PF, revelado pelo jornal Folha de São Paulo, aponta Rocha como suposto "responsável pela agilidade do processo", segundo reportagem do portal Terra.
A decisão do afastamento do superintendente foi tomada na semana passada pela direção nacional do Incra. Em nota, o órgão informou que desde setembro de 2011 tem conhecimento da "existência de processos de certificação de imóveis rurais com suspeitas de irregularidades no âmbito da Superintendência do Incra" e que "o imóvel está, inclusive, inibido no SNCR (Sistema Nacional de Cadastro Rural) para fins de fiscalização cadastral".
Além do afastamento, o Incra abriu processo de sindicância investigativa para apurar o caso. O afastamento de Marco Aurélio Bezerra da Rocha vale para o exercício do cargo efetivo de Agente de Portaria e do cargo em comissão de superintendente Regional do Distrito Federal e Entorno, "sem prejuízo da remuneração, como medida cautelar a fim de que não venha a influir na apuração das irregularidades", conforme estabelece a portaria.