Três acusados de ter assassinado pelo menos três mulheres em Pernambuco consumiram parte da carne de suas vítimas e também usaram para fabricar empadas que venderam aos vizinhos na cidade de Garanhuns. Presos na quarta-feira (11), eles disseram pertencer a uma seita que recebia ordens de uma "voz" para eliminar mulheres que consideravam más.
Os homicídios, o canibalismo e as práticas rituais foram admitidos nos interrogatórios aos quais os acusados foram submetidos ontem (12) pela Polícia. Restos mortais de duas mulheres foram encontrados no pátio da residência onde viviam os acusados, que foi incendiada por vizinhos enfurecidos.
As investigações do trio começaram em março, depois que Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, de 51 anos, registrou em cartório como de sua autoria um livro escrito em 2009, ao qual deu o título de "Revelações de um esquizofrênico", onde revelava detalhes das atividades da suposta seita.
Além de Negromonte, a Polícia prendeu a esposa dele, a comerciante Isabel Cristina Oliveira da Silva, de 51 anos, e uma jovem de 25 anos identificada como Bruna Cristina Oliveira da Silva, que vivia com o casal e era amante do autor do livro.
Ritual macabro
Os três viviam com uma menina de cinco anos, que a Polícia suspeita de ser filha de "Jéssica", uma jovem assassinada em 2008 quando tinha 17 anos em Olinda, na região metropolitana de Recife, e contada em detalhes no livro escrito pelo acusado.
"Ao olhar para o corpo já sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio. Pego uma lâmina e começo a retirar toda a sua pele, e logo depois a divido. Eu, Bel e Jéssica nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação, e o resto eu enterro no nosso quintal", diz um dos trechos do livro. Com informações do portal Terra.