Foi confirmada no começo da tarde de hoje (20) que uma das duas vítimas fatais da queda de um avião em Macapá/AP é o deputado estadual Dalto Martins (PMDB), proprietário do monomotor. Após a confirmação, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Moisés Souza (PSC), levantou a possibilidade de sabotagem no avião de Martins. Segundo ele, o parlamentar o procurou para dizer que sofria ameaça de morte e pediu para ter a segurança reforçada.
O outro ocupante da aeronave ainda não foi identificado. A suspeita é que seja a empresária Raquel Loiola, que atua no mercado atacadista. Segundo a Polícia Científica, a identificação só será possível por exame de DNA.
O monomotor C 206, prefixo PR-CRR, que era pilotado pelo deputado, caiu logo após a decolagem. Segundo a FAB (Força Aérea Brasileira), a aeronave partiu às 5h48 do Aeroporto Internacional de Macapá em direção a Santarém/PA. O destino final era Manaus (AM). Às 5h52, o piloto comunicou que "estava com problema".
Investigação
O peemedebista presidia a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga irregularidades na aplicação de recursos públicos. Conforme o presidente da Casa, Dalto teria pedido a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informações sobre os voos fretados pela Secretaria de estadual de Saúde, com suspeitas de superfaturamento.
Souza pediu ao MPF (Ministério Público Federal) e a Polícia Federal para acompanhem as investigações. "Ele vinha recebendo ameaças por conta das investigações. Eu não quero fazer pré-julgamento, mas é preciso que se investigue", disse o deputado, informando que o avião estava com as revisões em dia. "Além de Dalto Martins, outros parlamentares estão sendo ameaçados, entre eles, Roseli Matos (DEM), que preside a CPI da Amprev (Amapá Previdência)", disse.