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Mãe espera há seis anos por atendimento a filho com epilepsia

06 de maio 2012 - 15h24 Por Redação Douranews
Mãe espera há seis anos por atendimento a filho com epilepsia

“De dezembro pra cá piorou muito. Ele está ficando sedado o tempo todo”, lamenta Eliana dos Santos, de 34 anos, moradora de Cássia dos Coqueiros/SP, que há pelo menos seis anos luta por uma vaga de internação para o filho com epilepsia.

Desde a data mencionada, ela parou de trabalhar como pintora para cuidar sozinha do adolescente de 17 anos com problemas mentais, além dos outros dois filhos de 14 e 8 anos. “Quero voltar a trabalhar”, disse, em entrevista ao G1.

Fora dos centros de saúde, a assistência ao jovem é complicada e o comportamento é difícil de controlar, por conta da agressividade ocasionada pelas desordens neurológicas. “Ele me agride, agride os irmãos, quebra as coisas dentro e fora de casa”, afirmou, sobre o adolescente que manifestou há 15 anos os primeiros sintomas, os quais vêm se agravando nos últimos três anos.

A rotina da mãe tem se baseado na constante mudança entre unidades de saúde da região de Ribeirão Preto (SP), devido à indisponibilidade de um leito definitivo para o tratamento. O mais recomendado, segundo especialistas, é a internação em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), inexistente na cidade.