A PF (Polícia Federal) prepara uma nova avaliação das interceptações telefônicas da Operação Monte Carlo em busca de indícios sobre o envolvimento de políticos com a organização criminosa do contraventor Carlinhos Cachoeira. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a decisão foi do delegado Matheus Mela Rodrigues, responsável pela operação, e foi tomada em função da quantidade de informações obtidas pelas escutas. A ação tem a aprovação do procurador-geral Roberto Gurgel. Segundo o delegado, as descobertas devem gerar, pelo menos, outros dez inquéritos.
A quantidade de informações sobre a infiltração do grupo de Cachoeira na administração estadual de Goiás e as relações da construtora Delta serão objetos das apurações. No Distrito Federal, a Polícia Civil já deflagrou a Operação Saint-Michel, um desdobramento da Monte Carlo. Num primeiro momento, a PF vai fazer uma reanalise dos áudios e dos depoimentos tomados durante a operação.
Carlinhos Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.