Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
21°C
Brasil

Mulher de executivo da Yoki é suspeita de matar e esquartejar marido

05 de junho 2012 - 20h48 Por Redação Douranews
Mulher de executivo da Yoki é suspeita de matar e esquartejar marido

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, afirmou na tarde desta terça-feira (5) que a tese de crime passional é uma das linhas de investigação da morte do executivo Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, um dos diretores da Yoki. A polícia investiga se a descoberta de uma suposta traição teria motivado Elize Matsunaga, de 38 anos, a matar e esquartejar o marido. Presa por suspeita de cometer o crime, a mulher alega inocência, segundo a polícia.

De acordo com o delegado, a hipótese de traição surgiu após serem encontradas fotos do executivo com outras pessoas nos arquivos de um computador. "A polícia apura se a mulher viu essas fotos, achou que se tratava de uma traição e o matou por vingança”, disse o delegado-geral.

“Ela é suspeita ainda. Nem foi indiciada e ouvida. Ainda terá de prestar depoimento. A hipótese de traição está sendo investigada, mas ainda é preciso apurar se ela é executora ou mandante”, disse o delegado-geral. A companhia norte-americana de alimentos General Mills confirmou a compra da Yoki, no final do mês, por valores que, embora oficialmente não tenha sido revelados, podem chegar a R$ 2,2 bilhões.

Investigadores do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) relatam ter ouvido de parentes da vítima que a mulher de Matsunaga era considerada ciumenta e possessiva. Elize foi presa na noite de segunda-feira (4), após decisão da Justiça, como a principal suspeita do homicídio. O casal vivia em um apartamento na Vila Leopoldina, Zona Oeste, com uma filha de um ano.

O empresário sumiu no dia 20 de maio na capital paulista. A família de Matsunaga chegou a registrar um boletim de ocorrência do desaparecimento suspeitando de um suposto sequestro, mas não houve pedido de resgate. Sete dias depois, partes do seu corpo foram encontradas em sacos plásticos pela polícia em Cotia, na Grande São Paulo.

Armas

As suspeitas do DHPP sobre Elize aumentaram depois que ela entregou segunda-feira várias armas da coleção pessoal de Marcos para a Guarda Civil Municipal de Cotia afim de serem destruídas na campanha do desarmamento.

Entre as armas há uma pistola 765, que tem calibre idêntico ao da que teria sido usada para balear o empresário antes de ele ser esquartejado. A Polícia Técnico Científica vai analisar  se a arma deixada na base da Guarda é a mesma que foi usada para atingir a vítima. Com informações do portal G1.