O desembargador Tourinho Neto, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), concedeu nesta sexta-feira (15) habeas corpus para a soltura do bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, informa o portal G1.
Cachoeira foi preso em fevereiro durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, apontado como chefe de uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás.
Apesar da decisão do desembargador, Cachoeira não deverá ser solto imediatamente, segundo informou o advogado Augusto Botelho, que trabalha no escritório contratado para a defesa do contraventor, porque, também nesta sexta (15), uma juíza da 5ª Vara da Justiça do Distrito Federal indeferiu pedido da defesa de revogação da prisão de Cachoeira referente à Operação Saint-Michel.
A operação Saint-Michel, da Polícia Civil do DF e do Ministério Público do DF, foi um desdobramento da Monte Carlo. Investigou as relações do grupo de Cachoeira com empresas e agentes públicos no Distrito Federal e levou à prisão de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta, construtora suspeita de repassar recursos para empresas fantasmas que abasteciam o esquema de Cachoeira, segundo a investigação da PF.
A decisão do desembargador Tourinho Neto favoreceu Cachoeira porque o magistrado concedeu um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de José Olímpio de Queiroga Neto, do grupo do bicheiro, libertado na quarta-feira (13). Segundo denúncia do Ministério Público Federal de Goiás, Queiroga Neto comandava abertura e fechamento de pontos de jogos ilegais.
Os advogados de Cachoeira pediram a extensão para o bicheiro do benefício concedido a Queiroga, e o desembargador concedeu.
O advogado Augusto Botelho informou que a defesa de Cachoeira pretende ingressar durante o plantão judicial, no final de semana, com novo pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a fim de tentar revogar o mandado de prisão expedido pela Justiça do DF referente à Operação Saint-Michel.