Dilma, Mujica e Cristina reuniram-se a partir das 10:00 horas para um café da manhã trilateral, na companhia de seus respectivos chanceleres, para analisar o caso paraguaio. Cristina, anfitriã do convescote presidencial, recebeu Mujica e Dilma no elegante Hotel Intercontinental, onde também transcorre a cúpula do Mercosul.
No domingo, a chancelaria da Argentina, país que possui a presidência pro-tempore do Mercosul, anunciou que o bloco determinava a suspensão do Paraguai da reunião de ministros e presidentes em Mendoza.
A expectativa, ao longo da semana, era a de que o Mercosul aplicaria sanções comerciais contra o governo Franco, de forma a pressionar o novo presidente a devolver o cargo a Lugo ou de convocar eleições anticipadas.
No entanto, os chanceleres da Argentina, Hector Timerman, e do Brasil, Antonio Patriota, deixaram claro ontem que o Paraguai não sofrerá sanções econômicas.
O próprio ex-presidente Lugo declarou que não desejava a aplicação de punições econômicas contra seu país. Seu inimigo, o presidente Franco – que havia sido o vice-presidente de Lugo nos quatro anos prévios – também declarou que seria “injusto” infligir um “castigo” a 6 milhões de paraguaios.
O país seria, no máximo, proibido de participar das reuniões ordinárias e extraordinárias do Mercosul durante um período a determinar. Fontes diplomáticas argentinas e uruguaias indicaram ao Estado que o Paraguai ficaria suspenso até a realização das eleições presidenciais, previstas para abril.
O caso paraguaio também será discutido hoje à tarde na reunião da Unasul, que começará depois do encontro do Mercosul. (AE)