A Polícia Federal voltou a prender neste sábado (30) três integrantes do grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que estavam em liberdade em consequência de habeas corpus concedidos pela Justiça. Voltaram para a prisão o homem considerado espião de Cachoeira junto a órgão públicos, Idalberto Matias, o Dadá; além de Lenine Araújo de Souza e Wladimir Garcez. A liminar que permitia a liberdade dos três foi cassada a pedido do Ministério Público.
O trio preso neste sábadoo (30) foi alvo da operação Operação Monte Carlo, da Polícia Federal , que em 29 de fevereiro, que levou a prisão o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira e mais 34 envolvidos em um grande esquema de jogo do bicho e de exploração de máquinas caça-níqueis, em quatro Estados e no Distrito Federal. As investigações sobre o grupo levaram à criação da CPI do Cachoeira e o processo de Cassação do senador Demóstenes Torres, sem partido, (GO).
Entre os presos estavam dois delegados da PF, seis delegados da Polícia Civil e cinco oficiais da Polícia Militar de Goiás, além de soldados, agentes e servidores públicos. Cachoeira foi pivô do primeiro escândalo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, causado com a divulgação de um vídeo em que o subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, Waldomiro Diniz, negociava propina com o bicheiro em troca de apoio à aprovação de projetos de legalização de jogos. Diniz era homem de confiança do ministro mais poderoso do governo, José Dirceu, caçado por envolvimento no escândalo do Mensalão. O assessor foi afastado e anos depois condenado por corrupção. Informações do site R7.