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Governo quer garantir salários e férias para conselheiros tutelares

13 de julho 2012 - 14h19 Por Redação Douranews
Governo quer garantir salários e férias para conselheiros tutelares

O governo federal analisa o projeto de lei que garante remuneração e direitos trabalhistas básicos aos conselheiros tutelares de todo o País. O texto foi aprovado em votação simbólica ocorrida no início deste mês no plenário do Senado e garante aos integrantes dos conselhos tutelares salário, férias anuais remuneradas com adicional de um terço, décimo terceiro salário, licenças-maternidade e paternidade e cobertura previdenciária. A lei orçamentária municipal ou distrital deverá prever os recursos para o pagamento da remuneração e para a formação continuada dos conselheiros.

Para a senadora Lúcia Vânia, autora do projeto, a luta é para que o conselho tutelar seja comprometido com a proteção integral, com a prioridade absoluta e com o atendimento eficaz de sua clientela: a criança e o adolescente com direitos ameaçados ou violados.

Além de vincular o conselho à administração pública local, o texto amplia os mandatos para quatro anos, com direito a recondução (mediante novo processo de escolha). As eleições para conselheiros tutelares ocorrerão, a partir de 2015, em todos os municípios, em data unificada para todo o País: o primeiro domingo do mês de outubro do ano seguinte ao da eleição presidencial. A posse dos conselheiros ocorrerá em 10 de janeiro do ano seguinte ao da escolha.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, disse que o governo federal pretende fortalecer os conselhos tutelares. "Na data das eleições para conselheiros teremos no Brasil uma grande mobilização, isso significa que vamos enfrentar um problema que é o uso político dos conselhos", analisa.

Maria do Rosário acrescentou que o governo, o Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança) e o Fórum Nacional de Conselheiros Tutelares estudam o envio de novo projeto de lei ao Congresso que regulamente a capacitação, os pré-requisitos da profissão de conselheiro e a retaguarda para o trabalho, com psicólogos e assistentes sociais.

Os conselhos tutelares são responsáveis por garantir o respeito aos direitos dos menores, previstos no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que completa 22 anos nesta sexta-feira (13). Eles atendem, por exemplo, aos que sofrem violência. Cada cidade precisa ter ao menos um conselho tutelar com cinco membros, escolhidos pela sociedade para mandatos de três anos. O estatuto diz que cada prefeitura tem liberdade para decidir se seus conselheiros terão salário.