Um vigilante de uma empresa de segurança e transporte de valores de São Paulo, demitido por justa causa por estar envolvido em uma ligação para telessexo no horário de trabalho, entrou com recurso na Justiça para tentar provar que não tinha culpa. O pedido foi negado pelo TST (Tribunal Superior de Trabalho), que recebeu da empresa uma declaração escrita em mão pelo empregado assumindo ter feito a ligação, segundo informou o tribunal.
A companhia alegou que o trabalhador deixou de cumprir com seus afazeres de vigilância para estar "ao telefone com 'profissional do sexo', demonstrando total descaso com o trabalho". O funcionário, porém, disse que não fez a ligação e nem sabe quem fez. Ele teria assinado o relatório a pedido de um supervisor, que dissera que não haveria punição. Como isso não pode ser provado, a declaração prevaleceu na Justiça.
Segundo a declaração, ele ia fazer a troca de ronda quando outro vigilante, que estava numa ligação com uma mulher, passou o telefone. O funcionário admitiu que conversou com ela por alguns instantes e a ligação teria caído. Na decisão anterior, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, a intenção do vigilante era continuar a conversa.
"Bastaria que colocasse o telefone no gancho ao perceber a efetiva natureza da ligação em andamento", afirmou a assessoria do TST. Ficou mantida a dispensa por justa causa por ocorrência de falta grave pela "utilização de aparelho telefônico da empresa para fins particulares/libidinosos e durante o exercício da função patrimonial noturna para a qual foi contratado". As informações são do Terra