Os agentes, escrivães e papiloscopistas lotados na DPF (Delegacia de Polícia Federal) que aguardam há cerca de três anos a reestruturação de nível superior da carreira policial, entram em greve hoje (7) em todo o País. A decisão foi tomada após várias oficinas e reuniões realizadas no âmbito do MPOG (Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão), em Brasília.
Em Dourados, um ato em frente ao prédio da delegacia da Polícia Federal, vai marcar o início da greve, às 9 horas, com a entrega de armas, distintivos e algemas por parte dos agentes.
“Essa distorção é reconhecida pelo MPOG que publicou no caderno 57, o reconhecimento de carreira de nível superior dos três cargos acima citados, ficando de apresentar e corrigir, até a data de 31 de julho, a reestruturação dos policiais federais”, diz trecho da nota distribuído pelo Sinpef-MS (Sindicato dos Policiais Federais do Estado”.
A nota diz ainda que o prazo prometido venceu e a categoria policial “foi empurrada, infelizmente, para uma greve, onde o maior prejudicado será sempre o cidadão brasileiro”, considerando que, nesse período de paralisação, ficam precários os serviços de inteligência, operações de policiamento preventivo e repressivo das atribuições constitucionais do DPF, bem como serviços administrativos oferecidos à população como a emissão de passaportes, porte de armas, atendimento de oitivas cartorárias, etc.
Os policiais federais em Mato Grosso do Sul “já vem denunciando o sucateamento das delegacias de Polícia Federal, em representações ao MPF e a Justiça, com delegacias na região de fronteira que não oferecem a mínima infraestrutura para o exercício da atividade policial, com condições de trabalhos péssimas, como a guarda de veículos apreendidos que ficam em frente às Delegacias e a manutenção da custódia de presos de forma deficiente e sem a devida infraestrutura, observa Jorge Caldas, presidente do Sindicato.
“Vamos manter, respeitando o preceito constitucional do direito de greve do servidor público, os serviços emergenciais”, anuncia a nota, prometendo respeito a quem procurar uma das delegacias da PF. “Não é nossa intenção prejudicar a sociedade brasileira, mas sim exigir o respeito do Governo na correção da distorção da reestruturação do nível superior dos escrivães, papiloscopistas e agentes”, sustenta o comunicado do Sinpef.