A capital paulista não registrou nesta segunda-feira (21) pedidos de internação compulsória no primeiro dia de funcionamento do serviço criado pela Justiça, Ministério Público e serviços de saúde junto ao Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas), na rua Prates, no centro de São Paulo, para apressar a internação de dependentes.
No entanto, foi recebido um pedido de internação involuntária de um homem de 62 anos que é dependente de crack. Como o expediente foi encerrado, nesta terça-feira (22) a filha dele deverá retornar pela manhã para comunicar ao Ministério Público a internação involuntária do pai. A legislação determina que os familiares comuniquem a internação ao Ministério Público em até 72 horas.
Internação voluntária ocorre quando o paciente aceita ser internado. Internação involuntária é quando o pedido é feito por familiares. A internação compulsória é determinada pela Justiça.
Filha do idoso, a autônoma Ana Paula Mira, 33 anos, moradora da Zona Leste, foi atrás do pai que há 2 anos mora nas ruas devido ao vício, e o levou para o Cratod.
“Meu pai mora na rua há dois anos, porque não tem mais condições de ele morar junto com a gente. Ele rouba a família e não se adapta mais dentro de uma casa. Ele agride as pessoas quando está na crise de abstinência”, conta ela, que foi obrigada a dopá-lo para colocá-lo no carro e buscar ajuda especializada. “Eu não quero ver meu pai morrer. Todo dia é um transtorno, não sei se ele tá vivo ou morto”. O ex-vendedor já foi internado duas vezes em clínicas particulares, mas não completou o tratamento. Com informações do G1