O julgamento do goleiro Bruno Fernandes, concluído na madrugada desta sexta-feira (8), corre o risco de ser anulado, caso a Justiça acate o pedido da defesa. O advogado Francisco Simim disse que já entrou com um recurso para anular o júri, que terminou com a condenação do goleiro.
Simim argumenta que peças do processo sumiram, mas não revela quais. Ele afirma ainda que um recurso para anular a certidão de óbito de Eliza Samudio ainda não foi julgado. A defesa de Bruno alega que a juíza Marixa Fabiane Rodrigues Lopes, que determinou a expedição do documento, não tinha competência no caso, já que é da área criminal.
Já outros dois advogados do goleiro parecem não se entender quanto à condenação. Enquanto Tiago Lenoir disse que “a condenação dele poderia ter sido bem pior”, Lucio Adolfo achou a redução da pena pequena: “Esperávamos uma redução como a do Macarrão, de oito anos”.
Além de tentar anular o julgamento, a lei permite que defesa tente pedir a redução da pena. Apontado como mandante da morte da modelo Eliza Samudio, em junho de 2010, Bruno foi condenado a uma pena total de 22 anos e três meses, mas pode ser beneficiado pela progressão de regime e, com isso, deixar a Penitenciária Nelson Hungria, onde está encarcerado há quase três anos, já em 2017. Por outro lado, se depender da vontade do MP (Ministério Público), a defesa de Bruno só poderia entrar com recurso para o semiaberto anos mais tarde. Com informações do jornal O Globo