O advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza começou a ser julgado ontem (11) pela morte da ex-namorada, Mércia Nakashima. O crime ocorreu há quase três anos, em uma represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. O réu nega o crime; a Promotoria, porém, sustenta que ele a matou porque a jovem de 28 anos, que também era advogada, não queria mais reatar o romance.
Mércia foi vista pela última vez viva em 23 de maio de 2010, após sair da casa dos pais em Guarulhos, na Grande São Paulo. Preocupados por não receberem notícia da advogada, parentes iniciaram as buscas por conta própria. A ausência de resultados fez com que registrassem o desaparecimento na Polícia Civil.
Policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) começaram a investigar e ouviram, entre outros, Mizael. Ele foi até a sede do órgão, no centro de São Paulo, dias após o sumiço, mas saiu rapidamente sem dar sua versão. Ele chegou a esquecer um documento de identidade no edifício. A pressa chamou a atenção dos investigadores. Em novos depoimentos seguintes, ele continuou negando o crime.
Em 10 de julho foi a vez de a Justiça decretar a prisão temporária de Mizael. A defesa do ex-policial afirmou que ele é inocente e acrescentou que não iria se apresentar. Mesmo à revelia, é indiciado. Dias depois, a Justiça suspende a prisão temporária e Mizael volta a depor no DHPP; mais uma vez, nega a autoria do assassinato.
Após ficar mais de um ano foragido, Mizael se entregou em 24 de fevereiro no Fórum de Guarulhos. Por ser reformado na PM, ele foi levado para a Corregedoria da corporação e, depois, para o presídio militar Romão Gomes. O júri de Mizael é o primeiro do País que está sendo transmitido ao vivo para todo o País. Acompanhe aqui