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Queda nos índices de oxigênio mata 65 toneladas de peixes no Rio

14 de março 2013 - 19h59 Por Redação Douranews
Queda nos índices de oxigênio mata 65 toneladas de peixes no Rio

A Comlurb, empresa responsável pela limpeza pública do Rio de Janeiro, já retirou 65 toneladas e ainda está trabalhando para tirar os peixes mortos do espelho d'água da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os índices de oxigênio na água, que chegaram a 4 ontem (13), caíram hoje (14) com o tempo chuvoso na cidade e podem ter queda até mais acentuada, já que o sol não deve aparecer.

O ambientalista Mário Moscatelli cobrou da Secretaria municipal de Meio Ambiente ações preventivas quando os níveis de oxigênio tiverem em queda. "Pode se pensar numa forma de prevenir um problema desses. Havia muito peixe vindo à superfície que poderia ser retirado ainda vivo e consumido. Tinha robalo de 4 kg. É uma tristeza muito grande e a Secretaria me garantiu que vai haver um estudo sobre os motivos desta mortandade", afirmou.

A mortandade de peixes já é a segunda maior da história na lagoa. Em 2009, a Prefeitura recolheu mais de 100 toneladas no maior desastre ambiental em um dos cartões postais do Rio de Janeiro.

De acordo com presidente da Comlurb, Carlos Vinicius de Sá Roriz, vai demorar pelo menos mais 24 horas para a empresa de limpeza urbana conseguir retirar todos os peixes mortos da Lagoa. "Tivemos que preparar um reforço da operação. Começamos com 60 pessoas, três barcos, caminhões, mas vimos que não estávamos dando conta. Aumentamos para 160 o número de agentes de limpeza trabalhando aqui”, disse.

A finalização do trabalho vai depender do fim da mortandade dos peixes, o que deve acontecer porque com a previsão de maré alta nesta tarde. Com informações do Terra