A coordenadora regional do IGP (Instituto Geral de Perícias) em Santa Maria, a médica legista Maria Ângela Zuchetto, apresentou ontem (15) uma parcial do inquérito que investiga a tragédia na boate Kiss, ocorrida no dia 27 de janeiro. Ela carregava 222 autos de necropsia referentes às pessoas que morreram em consequência do incêndio na casa noturna.
As conclusões dos laudos confirmaram o que a Polícia Civil já sabia: todas as vítimas tiveram como causa da morte a asfixia. Os outros 12 laudos de necropsia que já haviam sido entregues mostraram a mesma coisa. Com isso, foram disponibilizados os exames de todas as 234 pessoas que morreram na madrugada do dia 27 de janeiro. Outras sete necropsias, das vítimas que morreram nos hospitais de Porto Alegre, ainda não tiveram os resultados enviados para Santa Maria.
A médica legista completou dizendo que, para boa parte das vítimas (ela não informou em quantas), a asfixia foi provocada pela inalação de cianeto e de monóxido de carbono. O cianeto é o gás tóxico existente na fumaça emitida pela queima da espuma do revestimento acústico da boate. Com informações do Terra