Em operação conjunta, a Receita Federal, o MPF (Ministério Público Federal) e a PF (Polícia Federal) deflagraram na manhã desta quarta-feira (10) a Operação Extremo Norte, que tenta desarticular um esquema de fraudes contra a Receita nos estados do Pará, Goiás e Roraima.
A ação é o resultado de uma investigação que vem sendo feita pelos três órgãos há um ano, quando foi identificado um esquema fraudulento de restituições indevidas do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física). A estimativa da Receita Federal é que o prejuízo aos cofres públicos alcance montante superior a R$ 30 milhões.
De acordo com a Receita, a fraude começava durante a transmissão das Dirfs (Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte) de prefeituras e órgãos municipais com a inserção de informações falsas sobre retenções do imposto de renda. São cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de condução coercitiva. Participam da operação 30 servidores da Receita Federal e 60 policiais federais.
Há indícios que apontam que parte da organização criminosa identificada em 2011 na Operação Apate, deflagrada pela Receita Federal e Polícia Federal, continua em atuação, dessa vez em municípios do Pará e Roraima. Outro grupo, também investigado na operação de hoje, atua a partir de um escritório de contabilidade localizado em Ananindeua, no Pará, fraudando as declarações de impostos de entes públicos do nordeste paraense.
As Declarações do Imposto de Renda que contenham dados falsos informados pelos Municípios serão retidas pela Receita Federal e auditadas. As multas podem chegar a 300% do valor do tributo devido e, caso seja confirmado o envolvimento dos contribuintes, estes poderão responder criminalmente pela fraude. Com informações do Terra