Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
15°C
Brasil

Ministro diz que TCU atrapalha obras em aeroportos do País

22 de maio 2013 - 21h20 Por Redação Douranews
Ministro diz que TCU atrapalha obras em aeroportos do País

As intervenções em 23 aeroportos, todas elas de responsabilidade da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), estão atrasadas. A afirmação é do ministro-chefe da Sac (Secretaria da Aviação Civil), Moreira Franco, ao participar, nesta quarta-feira (22), de seminário na Câmara dos Deputados para discutir os desafios da aviação civil no Brasil. O ministro, porém, garantiu que os problemas são de natureza técnica, e não de gestão.

Moreira Franco foi além e afirmou que durante décadas houve um vazio de engenheiros no Brasil e uma destruição das empresas de projetos devido a condições econômicas do País. "Hoje, esses projetos são feitos por empresas que não têm experiência para fazer bons projetos com rapidez. Por isso, eles não são aceitos e tem que ser refeitos", disse, acrescentando que o governo se mobilizou em planejamento e engenharia para recuperar anos de "degradação" da infraestrutura aeroportuária brasileira.

O ministro citou o exemplo do Aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que em dois anos só conseguiu aplicar 5,23% do que tinha disponível para gastar porque projetos não foram aprovados.

Segundo ele, a preocupação é com o funcionamento do cotidiano da aviação no País e não apenas com os grandes eventos que o País receberá, como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Para o ministro, os investimentos são necessários devido ao grande número de brasileiros que passou a utilizar o transporte aéreo, pela facilidade de acesso e as mudanças sociais nos últimos anos.

TCU atrapalha

O ministro ainda criticou a atuação do TCU (Tribunal de Contas da União) que, segundo ele, tem barrado projetos em aeroportos sob a justificativa de gastos elevados. "Eu creio que os salários pagos aos engenheiros do Tribunal de Contas são maiores do que o salário que é obrigado a se pagar a empresas de projetos para engenheiros", disse.

E argumentou que toda uma geração foi criada com o objetivo de evitar gastos, já que o poder público não tinha dinheiro. Para ele, o cenário mudou, o poder público tem recursos, tem planos, programas e projetos, mas a capacidade de gastar esses recursos é muito baixa.

"Temos que entender que gastar não é pecado. Se quisermos fazer um grande projeto, temos que ter as melhores empresas de engenharia, os melhores projetistas. Só se faz isso gastando. Se nós queremos o que há de melhor no mundo, temos que pagar por isso", disse Moreira Franco.