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Índios querem falar com Dilma sobre conflitos no Estado

02 de junho 2013 - 14h01 Por Redação Douranews
Índios querem falar com Dilma sobre conflitos no Estado

Em reunião intermediada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), lideranças indígenas se comprometeram neste sábado (1) a não invadir novas propriedades em Mato Grosso do Sul, além das fazendas já ocupadas, a Buriti, em Sidrolândia, e Esperança, em Aquidauana. O compromisso foi firmado com a promessa do CNJ de intermediar um encontro entre representantes dos indígenas com a presidente Dilma Rousseff até o fim do prazo de 15 dias.

A reunião foi agendada para negociar uma saída pacífica ao impasse gerado com a ordem de reintegração de posse da fazenda Buriti. Na quinta-feira (30), o indígena Osiel Gabriel, de 35 anos, morreu baleado durante operação da Polícia Federal, com apoio da Polícia Militar. O cunhado de Oziel teve de ser retirado do local da reunião por se recusar a entregar o arco e flecha que levava.

O líder indígena Alberto Terena se mostrou otimista com a possibilidade de encontro com Dilma. "Por várias vezes foi quebrado o acordo. Agora, com uma representação muito importante, de Brasília, eu creio que podemos dar um encaminhamento, em busca do nosso direito. O que nós estamos buscando é o direito constitucional", disse.

Eduardo Riedel, presidente da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS), disse que os produtores rurais buscarão na Justiça seus direitos à propriedade. "Eles (índios) querem se manter em áreas invadidas e que os proprietários concordem com a invasão. E os proprietários não concordam, naturalmente. As comunidades se comprometeram aqui a não mais invadir, e os proprietários vão buscar na Justiça o seu direito à reintegração de posse", informou.