Partidos políticos brasileiros de todos os tamanhos são dominados por grupos familiares e, em muitos casos, os parentes são bem remunerados para comandar essas legendas. Nos 30 partidos legalizados, familiares ocupam pelo menos 150 cargos de direção e fazem todo tipo de negociação — da política a arranjos financeiros. A constatação foi feita em reportagem do jornal O Globo publicada neste domingo (9).
Cônjuges, irmãos, pais, tios e primos, entre outros, ocupam alguns dos principais postos de comando nos 30 partidos registrados oficialmente no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). São presidentes, vice-presidentes, secretários-gerais, tesoureiros.
Os ganhos incluem de salário a consultorias que o dirigente dá ao partido que comanda - tudo legalmente pago com o dinheiro público do fundo partidário. No PTC, por exemplo, cinco dos 14 membros da Executiva têm o sobrenome Tourinho, segundo a reportagem do jornal.