A presidente Dilma Rousseff endureceu o tom em relação ao protesto de caminhoneiros, que vêm bloqueando rodovias há três dias em diferentes Estados do País. Fazendo alusão à bandeira da República, ela disse hoje (3) que o País é feito de progresso, mas requer ordem. Dilma afirmou que seu governo "não ficará quieto" frente a esse tipo de manifestação e indicou que deverá usar a força, se necessário, para remover os bloqueios.
"É fundamental no País que estradas não sejam interrompidas, e o meu governo não ficará quieto perante o processo de interrupção de rodovias. Ordem significa democracia, mas também respeito às condições de produção e circulação da vida dos brasileiros", afirmou ela.
"Não concordamos com processos que levem a qualquer tipo de turbulência nas atividades produtivas e na vida das pessoas. O Brasil precisa de ordem tanto para sua democracia quanto para sua economia e para a vida de cada um dos brasileiros", completou a presidente.
Nesta quarta, um dia depois de a Justiça Federal ter acatado o pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) e determinado o desbloqueio das rodovias federais que cortam Minas Gerais, caminhoneiros liberaram trechos da BR 381, a rodovia Fernão Dias, que liga o Estado a São Paulo. Os protestos seguem na Bahia e no Rio Grande do Sul.
Ontem (2), o ministro dos Transportes, César Borges, garantiu que o Governo vai tomar as providências necessárias para evitar os bloqueios de caminhoneiros nas estradas e criar uma câmara com representantes do setor de transporte de cargas para discutir os problemas da área. O objetivo é ampliar o diálogo e buscar soluções rápidas para evitar situações de paralisação como as que vêm ocorrendo atualmente. Com informações do Terra