A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (17) que convocará uma reunião com gestores públicos e prestadores de serviços de transporte para discutir a planilha de cálculo das tarifas do transporte público. Ela falou da necessidade de melhoria da mobilidade urbana durante reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), em Brasília.
Dilma disse que participarão da reunião, ainda sem data definida, prefeitos, governadores, movimentos sociais, a Frente Nacional de Prefeitos, o Fórum Nacional de Secretários de Transporte, setores da academia, prestadores de serviço de transporte e trabalhadores do setor. “É uma ampla reunião e, na pauta, está a planilha de cálculo das tarifas”, afirmou.
“O trânsito na cidade é como a circulação do sangue no nosso organismo, portanto, não foi uma questão menor que desencadeou as manifestações de junho, foi uma questão muito importante", analisou a presidente.
Atualmente, a maioria dos municípios, segundo a presidente, utilizam uma metodologia para o cálculo do preço das passagens desenvolvida em 1984 e atualizada em 1993. “Portanto, [de] vinte anos atrás”, destacou. Dilma, porém, não detalhou que sugestões o governo pretende fazer a respeito das planilhas.
Ela lembrou que, antes mesmo das manifestações terem início, o governo federal zerou a incidência de PIS/Cofins em serviços de transporte coletivo rodoviário, metroviário e ferroviário e reduziu os encargos da folha de pagamentos dos transportes metroviário e rodoviário. Todas essas medidas, segundo ela, possibilitaram corte de até 7,23% no preço das passagens.
A presidente criticou a situação atual do transporte público brasileiro, o qual disse ser “de má qualidade, extremamente apertados - como sardinha - e com uma frequência não tão adequada em várias partes do nosso país”.
Ela também criticou a falta de investimentos, segundo ela, na área de mobilidade urbana nos últimos anos. O Brasil, disse, é “pobre” em transporte público. No mês passado, durante pronunciamento em cadeia nacional, ela prometeu R$ 50 bilhões para obras de infraestrutura.