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Brasil tem 52 milhões de trabalhadores sem amparo da legislação

06 de agosto 2013 - 13h38 Por Redação Douranews
Brasil tem 52 milhões de trabalhadores sem amparo da legislação

Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que 52 milhões de trabalhadores ainda não são protegidos pela legislação trabalhista no Brasil. Esse número é maior do que os abrigados pelo sistema.  

Uma das principais correntes contrárias à regulamentação da terceirização apresenta pelo menos dois pontos como argumentos: precariza o trabalho e não deve se aplicar à atividade-fim.

Essa corrente defende, ainda, a responsabilidade solidária da empresa contratante da terceirização. Não há fundamento nas argumentações da central sindical.

No entanto, a precarização (ausência de direitos trabalhistas) pode ocorrer tanto na terceirização quanto na contratação direta. Não é uma característica específica da terceirização.

Atualmente, há mais de 18 milhões de trabalhadores no Brasil sem carteira assinada, incluindo aí mais de 4,6 milhões de empregadas domésticas, segundo o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

A pesquisa da CNI indica ainda que, se forem somados os trabalhadores por conta própria (mais de 19,5 milhões), aqueles que trabalham na produção para o próprio consumo ou na construção para o próprio uso (3,7 milhões), os não remunerados (3,2 milhões) e os desocupados (6,7 milhões), o país tem 52 milhões de trabalhadores não protegidos pela legislação trabalhista.

É um número maior do que os trabalhadores abrigados pelo sistema trabalhista, que somam 45 milhões de brasileiros, em números redondos, incluindo funcionários públicos estatutários e os militares.

O discurso sobre o suposto trabalho precarizado na terceirização ocorre porque problemas no setor público contaminam a discussão no setor privado, segundo a CNI. Ao contrário do que se pode supor, a responsabilidade solidária não traz ganho ao trabalhador ao desamarrar o prestador de serviço da cautela necessária na manutenção dos direitos trabalhistas, além de gerar grande insegurança jurídica às empresas contratantes.