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Militares vão a Brasília pressionar pela votação da PEC 300

15 de agosto 2013 - 20h50 Por Redação Douranews
Militares vão a Brasília pressionar pela votação da PEC 300

Servidores da segurança pública de Mato Grosso do Sul embarcam segunda-feira (19) para Brasília, onde vão participar da marcha em prol da PEC 300, marcada para os dias 20 e 21 de agosto. A caravana, que reunirá policiais militares, bombeiros e policiais civis, vai se concentrar a partir das 13 horas na sede da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.

Segundo Edmar Soares da Silva, presidente da entidade, o grupo vai se juntar a outros representantes de classe na capital federal [o objetivo é reunir 5 mil policiais na cidade] em ato encabeçado pela Anermb (Associação Nacional das Entidades Representativas dos Militares Estaduais do Brasil) para pressionar os deputados pela aprovação da PEC 300.

“Estamos acompanhando diversos protestos pelo Brasil, o que deu origem a algumas medidas a serem implantadas pelo Governo Federal. No entanto, não foi observada nenhuma que venha atender a área de segurança pública. Temos pelo menos dois assuntos em andamento no Congresso que são de suma importância, entretanto, o Governo Federal sempre virou as costas e impediu a votação”, criticou o presidente da ACS.

No início do mês passado, membros da ACS foram até Brasília para tentar apressar o trâmite da PEC 300. No entanto, alguns líderes de partidos se recusaram a assinar o requerimento que pedia a colocação da proposta em pauta, caso do deputado José Guimarães (CE), líder do PT na Câmara. 

Ainda conforme Edmar Soares da Silva, os servidores reivindicam, em caráter de urgência, uma audiência com a presidente Dilma Rousseff (PT) para tentar pressionar a Câmara dos Deputados a colocar a PEC 300 novamente em pauta. Criada em 2008, a proposta, que estabelece um piso salarial nacional para policiais e bombeiros, segue emperrada desde 2010, quando foi aprovada em primeiro turno.

Aquartelamento

Caso não ocorra a votação em segundo turno da PEC 300 ainda no mês de agosto, será deliberada proposta de aquartelamento geral. “Vamos parar o Brasil. Sem PEC 300, sem Copa”, afirmou o presidente da Associação.