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Explosões em obras danificam estrutura preparada para a Copa

17 de janeiro 2014 - 10h43 Por Redação Douranews
Explosões em obras danificam estrutura preparada para a Copa

A obra para a construção do túnel da Via Binário, no Porto do Rio, causou um problema para o governo federal. Isso porque as explosões necessárias à abertura do túnel causaram rachaduras nos dormitórios no prédio da Polícia Federal, que fica bem em cima de onde vai passar o túnel, na Praça Mauá. De acordo com uma fonte da PF ouvida pelo Terra, com as rachaduras, o governo não sabe mais se vai poder alojar ali os cerca de 4 mil agentes que serão deslocados para a cidade na época da Copa do Mundo. 

A PF informou ao Terra, através de nota, que o prédio sofreu “algumas avarias, tais como: rachaduras em paredes (principalmente próximo das juntas de dilatação), trincas em vidros e descolamento de pisos,” mas afirma que estavam avisados previamente que esses danos poderiam ocorrer.

Técnicos da empresa responsável pela obra já fizeram vistoria no prédio da PF e instalaram equipamentos para “mapear qualquer tipo de deslocamento fora da normalidade”, mas não foi apenas o prédio da Polícia Federal que sofreu danos. O recém-inaugurado Museu do Mar, que fica bem ao lado, também apresenta rachaduras nos tetos e nas paredes. De acordo com a concessionária Porto Novo, também em nota, “as trincas observadas especialmente na área técnica e no hall de saída do pavilhão de exposições são decorrentes de acomodações do solo e estão sendo monitoradas. Segundo o laudo apresentado por consultores contratados pela Fundação Roberto Marinho, responsável pela concepção do projeto, as trincas não possuem características estruturais, limitando-se às alvenarias, e não oferecem riscos ao prédio e aos visitantes”.

Além do prédio da Polícia Federal e Museu do Mar, moradores da região reclamam do mesmo problema. De acordo com a Porto Novo, técnicos já fizeram vistorias em várias residências também atingidas. A Defesa Civil do Município já afirmou que “não foram identificados na região imóveis com risco iminente de desabamento, apenas com pequenos danos como fissuras ou rachaduras”. A empresa Porto Novo já se dispôs a fazer as obras de recuperação necessárias. Depois das rachaduras, as explosões que aconteciam várias vezes por dia foram interrompidas.