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50 anos depois, grupos tentam reviver 'marcha da família'

12 de março 2014 - 12h35 Por Redação Douranews
50 anos depois, grupos tentam reviver 'marcha da família'

Em março de 1964, cerca de um milhão de pessoas saíram às ruas do Brasil em uma série de protestos contra aquilo que consideravam ser a ameaça comunista corporificada no governo do presidente João Goulart. As mobilizações, que ficaram conhecidas como "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", antecederam o golpe militar de 1964, que, poucas semanas depois, abriu o período ditatorial brasileiro.

Hoje, em flerte com teorias cíclicas da História, um movimento com motivações que ecoam esses gritos pré-1964 se organiza em torno da sua reedição. Através do Facebook e outras redes sociais, ativistas críticos da esquerda política e defensores do que consideram os "valores da vida e da família" organizam e convocam para o dia 22 de março a “Marcha da Família com Deus II – O retorno!”.

No início de março, quando estava aberta a público, a página do evento batia pouco acima dos 2.500 confirmados para as marchas convocadas para dezenas de cidades de todo o País. Nesta segunda-feira, era possível visitar a página fechada do grupo, na qual havia 2.600 membros. Uma outra página da mesma rede convoca para o "22 de Março - SP e todo o Brasil contra o Comunismo"

São números sensivelmente inferiores aos de 1964, mas as causas são similares. “Marcha pacifica contra tudo o que o comunismo e a cultura da morte tem desenvolvido e tem tentado em nosso país para destruir os valores da vida e da família”, definia a convocatória em tom similar às causas anticomunista e de defesa da “família” dos protestos de 1964.

“Marcharemos em favor da família onde a família possa ter seus direitos preservados exigiremos a criação do Ministério da Família e o seu respeito dentro da sociedade e mostrar nossa rejeição a todos os comunistas e esquerdistas a todas as formas de leis que impõe uma ditadura homossexual em cima de nós, mostrar que rejeitamos a PL 122 e todas as formas grantescas e comunistas contra a família", completava o texto disponível até a última semana. Com reportagem do Terra