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Dilma ganha 'banana' por ausência em comemoração do Dia do Trabalho

01 de maio 2014 - 18h23 Por Redação Douranews
Dilma ganha 'banana' por ausência em comemoração do Dia do Trabalho

Nomes de oposição à presidente Dilma Rousseff (PT) nas eleições de outubro criticaram a ausência da petista, nesta quinta-feira (1), na festa do Dia do Trabalho promovida pela Força Sindical no Campo de Bagatele, zona norte de São Paulo. A presidente Dilma não participou do evento em São Paulo, mas esteve representada pelo humorista Márcio Lúcio, o " Carioca", do programa Pânico.

O presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, do Partido da Solidariedade, pediu aos trabalhadores uma "banana" simbólica à presidente, comparando o gesto ao de um torcedor espanhol que, dias atrás, lançou uma banana ao brasileiro Daniel Alves. O ato de racismo gerou uma onda de reações contrárias na sociedade brasileira. Em campo, o jogador comeu a banana lançada da arquibancada.

"Vocês viram aquela banana para o Daniel Alves? Vocês têm coragem de mandar uma banana para a Dilma? Toma aqui, presidente!", pediu Paulinho, prontamente atendido pela plateia, conforme descreve reportagem do Terra.

Em seguida, o dirigente destacou que a entidade convidou para o evento "os principais candidatos à Presidência, como sempre fizemos", e observou que, dos três primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, apenas Dilma não teria aceitado o convite.

Um dos três presidenciáveis convidados, o pré-candidato do PSDB, senador Aécio Neves, foi outro a criticar a ausência de Dilma, ainda que tenha sido representada, no evento, pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, e pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, também compareceu.

"Infelizmente a presidente fala em dialogar com os trabalhadores, mas eu não a vejo aqui hoje e não tenho notícia da presença dela em qualquer evento dos trabalhadores", cutucou o tucano. Para o presidenciável do PSB, a ausência de Dilma no evento do 1º de maio é controverso, mas não exatamente surpreendente.

"Na verdade, ela nunca veio para essas atividades. Acho que o movimento sindical reclama muito do baixo diálogo com o governo, e o Brasil precisa ter diálogo de seu governo com os empresários, com os estudantes, mas também com seus sindicalistas, trabalhadores e cientistas", afirmou Campos, que completou: "Não se lidera o processo de transformação de um país sem a disposição para o diálogo, sem ouvir a verdade e as críticas para encontrar os caminhos", defendeu.