A maioria dos moradores da Grande São Paulo apoia a adoção de um rodízio de água, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (9) pelo jornal "Folha de S. Paulo". Sessenta por cento dos entrevistados afirmaram que são favoráveis ao rodízio, 38% disseram que são contrários, 2% se disseram indiferentes e 1% não soube responder.
A pesquisa ouviu 1.231 pessoas em nove cidades entre os dias 3 e 5 de fevereiro. No dia 27 de janeiro, a companhia de saneamento básico de São Paulo, Sabesp, admitiu a possibilidade de adotar um rodízio com cinco dias sem água e dois dias com água caso o nível dos reservatórios continuem caindo. No domingo, o Sistema Cantareira, que vive a situação mais crítica, operava com 5,7% da capacidade já contando duas cotas do volume morto.
O mesmo levantamento mostrou que 71% dos entrevistados na cidade de São Paulo disseram que ficaram sem água pelo menos um dia no último mês.
Outro dado diz respeito à culpa pela crise, na visão da população. Para 37% dos entrevistados, o principal responsável pela falta de água no estado é o governo estadual. Outros 22% acham que a culpa é de todos, enquanto que 20% culpam a população.
Energia
O levantamento também apurou o apoio dos brasileiros a um possível racionamento de energia. Dos 4 mil entrevistados no país, 65% disseram que apoiam a adoção de um racionamento, enquanto 27% acham que o governo deveria esperar mais para observar se os reservatórios vão encher.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. Isso significa que, em cada 100 levantamentos, 95 terão resultados dentro da margem de erro.
O principal responsável pelo risco de falta de energia no país é o governo federal para 32% dos entrevistados; 23% acham que a culpa é de todos, enquanto que 18% apontam a população como a principal responsável.