O governo federal anunciou nesta quarta-feira (22) que descartou a proposta defendida pelos caminhoneiros de fixar um valor mínimo, obrigatório, para o frete no país. Representantes da categoria, que participaram de uma reunião em Brasília para tratar do assunto, decidiram, ao final do encontro, por uma nova paralisação a partir da meia-noite desta quinta-feira.
O dia amanheceu com protestos em Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, o tabelamento impositivo do frente “não tem apoio constitucional e é impraticável”, devido, por exemplo, às diferenças na qualidade das estradas e dos tipos de cargas transportadas nos diversos pontos do país.
“Estudamos muito a proposta, nos dedicamos muito a examinar uma série de alternativas, mas o fato é que o tabelamento impositivo é impraticável”, disse Rossetto a jornalistas, após a reunião com representantes dos caminhoneiros.
O valor mínimo nacional do frente foi uma das principais reivindicações do movimento de caminhoneiros que tomou conta do país em fevereiro, bloqueando estradas e causando, inclusive, desabastecimento em algumas regiões, como recorda reportagem do G1.