Rose de Oliveira acompanhava o filho, diabético, que acabara de fazer transplante de rim no Hospital das Clínicas de Niterói e bem em frente da unidade hospitalar, no Morro do Estado, traficantes de facções rivais trocavam tiros. Um dos disparos atravessou a janela da unidade de saúde, e atingiu a mulher no ombro. Lá mesmo, ela foi socorrida e operada para a retirada do projétil.
A região da Grande Niterói concentra 10% dos casos de vítimas de balas perdidas no estado, de janeiro de 2014 a junho deste ano. No total, segundo publica o jornal O Globo, foram 29 episódios. Destes, 6 (20%) foram feridos em tiroteios, assim como Rose.
“Me assustei com os tiros e fiquei no canto do quarto, perto da cama do meu filho. Tomei um susto quando percebi que estava ferida, cheia de sangue. Nunca imaginei que seria atingida dentro de um hospital”, relatou a mulher.