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Bernardo: Madrasta depõe sobre a morte da mãe do menino no RS

09 de outubro 2015 - 17h45 Por Do G1/Douranews
Bernardo: Madrasta depõe sobre a morte da mãe do menino no RS

O delegado responsável pela investigação da morte da mãe do menino Bernardo, Marcelo Mendes Lech, ouve na manhã desta sexta-feira (9) a madrasta da criança, assassinada em abril de 2014. Graciele Ugulini chegou à delegacia de Guaiba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, pouco depois das 9h e começou a prestar depoimento menos de uma hora depois.

O teor do depoimento de Graciele não foi divulgado. Nem o delegado, nem a madrasta falaram com a reportagem no local. Por volta das 12h, Graciele entrou na van no pátio da delegacia e, sob forte esquema de segurança, partiu em direção à Penitenciária Estadual de Guaíba, onde ela aguarda julgamento. 

Graciele era madrasta de Bernardo e é uma das quatro pessoas acusadas pelo assassinato do menino, em abril do ano passado. O corpo da garoto de 11 anos foi encontrado enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele morava com a família. Ele estava há 10 dias desaparecido.

Além de Graciele, o pai do menino, o médico Leandro Boldrini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz são acusados de participar da morte do menino. Os quatro estão presos desde abril de 2014 e respondem por crimes como homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A morte de Odilaine
A mãe de Bernardo foi encontrada morta em 2010, dentro da clínica do marido, o médico Leandro Boldrini, na cidade de Três Passos, no Noroeste do estado. À época, a polícia concluiu que ela cometeu suicídio com um tiro de revólver. Mas a defesa da mãe dela, Jussara Uglione, contesta essa versão e acredita que ela foi assassinada pelo ex-marido.

Carta de suicídio da mãe do menino Bernardo foi forjada, dizem peritos (Foto: Reprodução/TV Globo)
Carta de suicídio foi forjada, dizem peritos

Em maio, a Justiça determinou a reabertura da investigação sobre a morte de Odilaine. O pedido foi aceito depois que uma perícia particular, contratada por Jussara Uglione, questionar a hipótese de suicídio. Laudos indicaram que a suposta carta de despedida da mãe de Bernardo teria sido forjada e também apontaram a presença de uma terceira pessoa dentro do consultório médico onde Odilaine morreu, onde em tese estariam apenas ela e o marido.

No início do mês, o inquérito sobre a morte de Odilaine foi prorrogado pela quarta vez. Segundo a Justiça, o motivo é a demora para a entrega dos laudos periciais da exumação do corpo de Odilaine – realizada em agosto – a da carta encontrada no local do crime. Até agora, cerca de 40 pessoas já foram ouvidas.

Essa é a quarta vez que o inquérito é prorrogado à pedido da polícia. O motivo seria a demora da entrega dos laudos periciais da exumação do corpo de Odilaine a da carta encontrada no local do crime, além do número de pessoas que foram ouvidas, aproximadamente 40. Em agosto, foi realizada a exumação do corpo de Odilaine.