Morreu na madrugada desta quinta-feira (15), em Brasília, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, de 83 anos, que foi chefe do DOI-Codi do II Exército, em São Paulo, órgão de repressão política durante a ditadura militar. Ele havia sido internado no Hospital Santa Helena para tratamento de um câncer. A família informou que ele fazia quimioterapia e estava com a imunidade baixa.
Durante o período em que Ustra chefiou o DOI-Codi, de 29 de setembro de 1970 a 23 de janeiro de 1974, foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos forçados, de acordo com relatório elaborado pela Comissão Nacional da Verdade, que apurou casos de tortura e sumiço de presos políticos durante os governos militares.

O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra em 1970
Ustra foi o primeiro militar brasileiro militar brasileiro a responder por um processo de tortura durante a ditadura (1964-1985). Na ação, os ex-presos políticos César Augusto Teles, Maria Amélia de Almeida Teles, Janaína de Almeida Teles, Edson Luis de Almeida Teles e Criméia Alice Schmidt de Almeida acusavam o coronel de exercitar violência e crueldade contra prisioneiros ao longo da década de 70.
Ustra negava ter cometido atos de violência contra presos. "Eu nunca torturei ninguém", disse. "Está nos jornais escrito que eu sou acusado de 502 acusações de tortura. (...) "Excessos em toda guerra existem, podem ter existido, mas a prática de tortura como eles falam não ocorreu. Eu efetivamente não cometi excesso contra ninguém", disse na época.
Em outubro de 2008, o juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível central, em São Paulo, julgou procedente o pedido dos autores da ação, que buscava que a Justiça apontasse Ustra como responsável por crimes de tortura.
Em 2012, ele foi condenado a pagar indenização por danos morais à esposa e à irmã do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, morto em julho de 1971. Merlino foi preso em 15 de julho de 1971, em Santos, no litoral de São Paulo, quando visitava a sua família. Ele foi morto em 19 de julho daquele ano. A versão oficial dos agentes do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) foi a de que ele se suicidou enquanto era transportado para o Rio Grande do Sul.
Em 2013, o ex-comandante do DOI-Codi foi convocado para depor à Comissão da Verdade. No depoimento, o coronel afirmou que a presidente Dilma Rousseff participou de "organizações terroristas" para implantar o comunismo no Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Segundo Ustra, se os militares não tivessem lutado, o Brasil estaria sob uma "ditadura do proletariado".
"Inclusive nas quatro organizações terroristas que nossa atual presidenta da República, hoje está lá na Presidência da República, ela pertenceu a quatro organizações terroristas que tinham isso, de implantar o comunismo no Brasil. Então estávamos conscientes de que estávamos lutando para preservar a democracia e estávamos lutando contra o comunismo. [...] Se não fosse a nossa luta, se não tivéssemos lutado, hoje eu não estaria aqui porque eu já teria ido para o 'paredon'. Hoje não existiria democracia nesse país. O senhores estariam em um regime comunista tipo [o] de Fidel Castro [ex-presidente de Cuba]”, afirmou Ustra à época.
Nos anos 1960, a presidente Dilma Rousseff integrou as organizações clandestinas Política Operária (Polop), Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), dedicadas a combater a ditadura militar. Condenada por "subversão", ela passou três anos presa no presídio Tiradentes, em São Paulo (entre 1970 e 1972). No final dos anos 1970, no Rio Grande do Sul, ajudou a fundar o PDT, de Leonel Brizola. Em 1990, filiou-se ao PT.
O relatório final da comissão apontou 377 pessoas – entre eles o de Ustra –como responsáveis diretas ou indiretas pela prática de tortura e assassinatos durante a ditadura militar, entre 1964 e 1985. (veja lista com os nomes dos 377).
Morte
De acordo com boletim divulgado pelo hospital, o coronel teve falência múltipla de órgãos, provocada por uma pneumonia. Em 23 de abril, ele foi encaminhado à UTI do Hospital das Forças Armadas (HFA) com suspeita de infarto, após um mal-estar. O horário e local do velório e do enterro ou cremação do corpo não foram divulgados.
Veja lista com os nomes dos 377 agentes de estado: Apontados no relatório final da Comissão Nacional da Verdade como responsáveis por crimes cometidos durante a ditadura militar (1964-1985), de acordo com a categoria de responsabilidade e conforme a ordem em que foram listados no documento:
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OS RESPONSÁVEIS POR CRIMES NA DITADURA, SEGUNDO A COMISSÃO DA VERDADE | |
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Nome |
Perfil |
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Humberto de Alencar Castello Branco(1897-1967) |
Marechal de Exército, foi o primeiro presidente da República após o golpe militar, entre 15 de abril de 1964 e 15 de março de 1967. Criou o Serviço Nacional de Informações (SNI). |
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Arthur da Costa e Silva(1899-1969) |
Marechal de Exército e presidente da República entre 15 de março de 1967 e 31 de agosto de 1969. Editou o ato institucional número 5 (AI-5), considerado o mais duro decreto do período militar. |
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Aurélio de Lyra Tavares(1905-1998) |
General de Exército, integrou a junta militar que governou o país entre 31 de agosto e 30 de outubro de 1969, durante a doença do então presidente Arthur da Costa e Silva. Foi ministro do Exército de março de 1967 a outubro de 1969. |
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Augusto Hamann Rademaker Grunewald(1905-1985) |
Almirante de esquadra, integrou a junta militar que governou o país entre 31 de agosto e 30 de outubro de 1969. Foi ministro da Marinha em duas ocasiões e vice-presidente da República no governo do presidente Emilio Garrastazú Medici, entre 1969 e 1974. |
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Márcio de Souza e Mello (1906-1991) |
Marechal do ar, integrou a junta militar que governou o país entre 31 de agosto e 30 de outubro de 1969. Foi ministro da Aeronáutica. |
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Emilio Garrastazú Medici(1905-1985) |
General de exército e presidente da República de 30 de outubro de 1969 a 15 de março de 1974. Durante seu governo, foram criados os Destacamentos de Operações de Informações-Centros de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). Também chefiou o Sistema Nacional de Informações (SNI). |
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Ernesto Beckmann Geisel (1907-1996) |
General de exército e presidente da República entre 15 de março de 1974 a 15 de março de 1979. |
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João Baptista de Oliveira Figueiredo(1918-99) |
General de Exército e presidente da República de 15 de março de 1979 a 15 de março de 1985. Foi chefe do gabinete militar durante o governo Medici e dirigiu o Sistema Nacional de Informações (SNI). |
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Adhemar de Queirós(1899-1984) |
Marechal e ministro do Exército de julho de 1966 a março de 1967. |
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Orlando Beckmann Geisel (1905-1979) |
General, ocupou o posto de ministro do Exército de novembro de 1969 a março de 1974. |
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Vicente de Paulo Dale Coutinho(1910-1974) |
General e ministro do Exército de março a maio de 1974. |
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Sylvio Couto Coelho da Frota |
General e ministro do Exército de maio de 1974 a outubro de 1977. Foi chefe do gabinete do ministro do Exército e participou, em 1967, da criação do Centro de Informações do Exército (CIE). Comandou o I Exército de janeiro de 1972 a abril de 1974. |
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Fernando Belfort Bethlem(1914-2001) |
General e ministro do Exército de outubro de 1977 a março de 1979. |
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Walter Pires de Carvalho e Albuquerque(1915-90) |
General e ministro do Exército de março de 1979 a março de 1985. |
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Ernesto de Melo Batista(1907-1985) |
Almirante de esquadra, foi ministro da Marinha de abril de 1964 a janeiro de 1965. |
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Paulo Bosísio(1900-1985) |
Almirante de esquadra e ministro da Marinha de janeiro a dezembro de 1965. |
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Zilmar Campos de Araripe Macedo(1908-2001) |
Almirante de esquadra e ministro da Marinha de dezembro de 1965 a março de 1967. |
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Adalberto de Barros Nunes (1905-1984) |
Almirante de esquadra e ministro da Marinha de outubro de 1969 a março de 1974. |
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Geraldo Azevedo Henning(1917-1995) |
Almirante de esquadra e ministro da Marinha de março de 1974 a março de 1979. |
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Maximiano Eduardo da Silva Fonseca(1919-98) |
Almirante de esquadra e ministro da Marinha de março de 1979 a março de 1984. |
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Alfredo Karam (1924-) |
Almirante de esquadra e ministro da Marinha de março de 1984 a março de 1985. |
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Francisco de Assis Corrêa de Mello(1903-1971) |
Tenente-brigadeiro do ar, foi ministro da Aeronáutica em abril de 1964. Exercera a mesma função de julho de 1957 a janeiro de 1961, no governo do presidente Juscelino Kubitschek. |
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Nelson Freire Lavenére Wanderley |
Tenente-brigadeiro do ar e ministro da Aeronáutica de abril a dezembro de 1964. |
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Eduardo Gomes |
Marechal do ar e ministro da Aeronáutica de abril de 1965 a março de 1967. |
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Joelmir Campos de Araripe Macedo(1909-1993) |
Tenente-brigadeiro do ar, foi ministro da Aeronáutica de novembro de 1971 a março de 1979. |
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Délio Jardim de Mattos(1916-1990) |
Tenente-brigadeiro do ar, foi ministro da Aeronáutica de março de 1979 a março de 1985. |
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Golbery do Couto e Silva(1911-1987) |
Chefe do SNI de junho de 1964 a março de 1967. Exerceu a chefia do gabinete civil de 1974 a 1981, nos governos dos presidentes Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo. |
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Carlos Alberto da Fontoura(1912-1997) |
General de brigada, foi chefe do SNI de abril de 1969 a outubro de 1974. Também Foi chefe do Estado-Maior do III Exército de 1966 a 1969. Após deixar o SNI, foi nomeado embaixador brasileiro em Portugal, cargo que exerceu de 1974 a 1978. |
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Octávio Aguiar de Medeiros(1922-2005) |
General de brigada, chefiou o SNI de junho de 1978 a março de 1985. Dirigiu a Escola Nacional de Informações (ESNI) e foi o responsável pelo treinamento de militares em métodos psicológicos de interrogatório. |
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Adyr Fiuza de Castro(1920-2009) |
General de brigada, foi chefe do Centro de Informações do Exército (CIE) em 1968 e 1969, e da Divisão de Informações do gabinete do ministro da Guerra, entre 1967 e 1969. Comandou o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do I Exército de 1972 a 1974. |
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Milton Tavares de Souza.(1917-1981) |
General de exército, foi chefe do CIE de novembro de 1969 a março de 1974. Dirigiu a Operação Marajoara, na fase final de extermínio da Guerrilha do Araguaia, quando houve o desaparecimento forçado e a ocultação dos cadáveres dos últimos membros das forças guerrilheiras. |
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Confúcio Danton de Paula Avelino(1916-2000) |
General de brigada, foi chefe do CIE de março de 1974 a fevereiro de 1976; do Centro de Operações de Defesa Interna (CODI) do II Exército, em São Paulo, em 1970 e 1971; e do CODI do IV Exército, em Recife, em 1971 e 1972. |
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Antônio da Silva Campos (*) |
General de divisão, foi chefe do CIE de fevereiro de 1976 a outubro de 1977. |
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Edison Boscacci Guedes(1923-2006) |
General de exército, foi chefe do CIE de outubro de 1977 a março de 1979. |
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Geraldo de Araújo Ferreira Braga (1922-) |
General de divisão, foi chefe do CIE de março de 1979 a novembro de 1981. Chefiou a agência central do SNI entre agosto de 1983 e novembro de 1985. |
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Mário Orlando Ribeiro Sampaio(1924-) |
General de divisão, foi chefe do CIE entre novembro de 1981 e novembro de 1983. Chefiou a secretaria do SNI em dois períodos: de 1964 a 1968 e de 1973 a 1975. |
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Iris Lustosa de Oliveira |
General de exército, foi chefe do CIE de novembro de 1983 a março de 1985. |
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Roberto Ferreira Teixeira de Freitas(1917-2014) |
Contra-almirante, foi chefe do Centro de Informações da Marinha (Cenimar) entre abril de 1964 e novembro de 1965 e entre junho de 1967 e abril de 1968. |
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Álvaro de Rezende Rocha (1916-1997) |
Almirante de esquadra, foi chefe do Cenimar de setembro de 1966 a fevereiro de 1967. |
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Fernando Pessoa da Rocha Paranhos(1925-) |
Capitão de mar e guerra, chefiou o Cenimar de abril de 1968 a maio de 1971. |
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Joaquim Januário de Araújo Coutinho Netto (1917-) |
Contra-almirante, foi chefe do Cenimar de maio de 1971 a março de 1973. |
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Dilmar de Vasconcelos Rosa (1923-) |
Contra-almirante, foi chefe do Cenimar de agosto de 1974 a janeiro de 1975. |
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Carlos Eduardo Jordão Montenegro(1925-1983) |
Ocupou interinamente a chefia do Cenimar em agosto de 1975, cargo que voltou a ocupar nos anos de 1977 e 1978. |
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Odilon Lima Cardoso |
Contra-almirante, chefiou o Cenimar de dezembro de 1978 a fevereiro de 1979. |
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Renato de Miranda Monteiro(1929-) |
Almirante de esquadra, foi chefe do Cenimar de março de 1979 a fevereiro de 1980. |
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Luiz Augusto Paraguassu de Sá (1930-2007) |
Contra-almirante, foi chefe do Cenimar de fevereiro de 1980 a fevereiro de 1983. |
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Antônio Frederico Motta Arentz(1934-) |
Contra-almirante, foi chefe do Cenimar de fevereiro de 1983 a janeiro de 1984. |
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Sérgio Tavares Doherty(1936-) |
Vice-almirante, foi chefe do Cenimar de abril de 1984 a março de 1987. |
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João Paulo Moreira Burnier(1919-2000) |
Brigadeiro do ar, foi chefe do Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (CISA) de julho de 1968 a março de 1970. Em abril de 1970, assumiu o comando da 3ª Zona Aérea, também no Rio de Janeiro, e em dezembro desse ano, em razão da repercussão das denúncias relativas à morte de Stuart Angel Jones na Base Aérea do Galeão, foi exonerado do cargo e transferido para a reserva remunerada. |
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Carlos Afonso Dellamora(1920-2007) |
Tenente-brigadeiro do ar, foi chefe do CISA de março de 1970 a dezembro de 1971. |
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Newton Vassalo da Silva (1920-1981) |
Major-brigadeiro do ar, foi chefe do CISA de dezembro 1971 a março de 1979. |
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Luís Felippe Carneiro de Lacerda Netto |
Tenente-brigadeiro do ar, foi chefe do CISA de março de 1979 a agosto de 1982. |
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Dilson Lyra Branco Verçosa |
Major-brigadeiro do ar, foi chefe do CISA de agosto de 1982 a fevereiro de 1985. |
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Adolpho Corrêa de Sá e Benevides |
Diplomata, foi diretor da Divisão de Segurança e Informações (DSI) do Ministério das Relações Exteriores (MRE) de 1971 a 1980. |
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Alcides Cintra Bueno Filho (1922-1978) |
Delegado do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS/ SP). Foi responsável pela emissão de documentos oficiais fraudulentos e por colaboração no encobrimento de casos de tortura, execução e ocultação de cadáver, segundo a CNV. |
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Amadeu Martire |
General de brigada, foi comandante do 12º Regimento de Infantaria e da Infantaria Divisionária da 5ª Divisão de Infantaria na segunda metade da década de 1960. Também foi chefe do Estado-Maior do IV Exército de 1969 a 1971. |
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Amaury Kruel |
General de exército, foi chefe do Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), responsável pelo policiamento do antigo Distrito Federal. Criou uma unidade especial de polícia, o Esquadrão Motorizado, cujas iniciais (EM) estão associadas ao “Esquadrão da Morte”. Foi comandante do II Exército. |
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Antônio Bandeira(1916-2003) |
General de exército, foi comandante da 3a Brigada de Infantaria de dezembro de 1971 a abril de 1973. Nessa função, comandou as tropas do Exército empregadas na repressão à Guerrilha do Araguaia. Em maio de 1973 foi nomeado diretor-geral do Departamento de Polícia Federal (DPF). |
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Antônio Carlos da Silva Muricy |
General, foi chefe do Estado-Maior do Exército em 1969 e 1970. |
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Antônio Ferreira Marques(1916-2004) |
General de divisão, foi chefe do Estado-Maior do II Exército de 1974 a 1976. Comandante da 1ª Região Militar de 1978 a 1980, comandante do III Exército em 1980 e 1981. Chefe do Estado-Maior do Exército, entre 1981 e 1982. |
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Antônio Jorge Correa(1912-2007) |
General de exército. Chefe de gabinete do Estado-Maior das Forças Armadas, em 1964 e de 1974 a 1976. Foi chefe do Estado-Maior do III Exército, em 1965 e 1966, e secretário-geral do Ministério do Exército, de 1967 a 1969. |
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Argus Lima |
General de exército. Comandante da 6ª Região Militar, em Salvador, em 1971. Comandante militar da Amazônia e da 12ª Região Militar de 1972 a 1974. Comandante do IV Exército de 1976 a 1979. |
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Armando Patrício |
General de divisão, foi chefe do Estado-Maior do I Exército de março a julho de 1981, período em que ocorreu o atentado do Riocentro, na cidade do Rio de Janeiro, em 30 de abril. |
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Arnaldo Siqueira (*) |
Médico-legista e diretor do Instituto Médico Legal do estado de São Paulo (IML/SP) de 1956 a 1976. |
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Ary Casaes Bezerra Cavalcanti(1928-) |
Coronel-aviador. Comandante da Base Aérea de Santa Cruz de fevereiro de 1971 a junho de 1972, época do desaparecimento de Stuart Angel Jones (maio de 1971). Convocado pela CNV, alegou razões de saúde para não comparecer ao depoimento. |
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Audir Santos Maciel(1932-) |
Coronel do Exército. Chefe do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do II Exército de 1974 a 1976. Sob seu comando foi realizada a Operação Radar, que resultou em prisões, tortura, mortes e desaparecimentos forçados de dirigentes e militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB). |
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Augusto Fernandes Maia (1933-2000) |
Coronel do Exército. Chefe do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do IV Exército, de maio de 1974 até o início de 1975, após ter exercido, desde maio de 1973, a função de adjunto da 2ª seção do Estado-Maior da 7ª Região Militar do IV Exército. |
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Aylton Siano Baeta |
Coronel-aviador. Comandante da Base Aérea do Galeão em 1980, à época em que ocorreu o sequestro e desaparecimento forçado dos cidadãos argentinos Mónica Susana Pinus de Binstock e Horacio Domingo Campiglia. |
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Bento José Bandeira de Mello (1917-2005) |
General de divisão. Chefe do Estado-Maior do I Exército de maio a agosto de 1971. Deixou a função para assumir a chefia do Estado-Maior do IV Exército, cargo que exerceu até agosto de 1972, quando voltou a chefiar o Estado-Maior do I Exército. Foi chefe do gabinete do ministro do Exército Sylvio Frota, de agosto de 1974 a outubro de 1977. |
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Breno Borges Fortes |
General de exército. Comandante do III Exército de 1969 a 1972. Chefe do Estado-Maior do Exército em 1972 e 1973. |
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Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-) |
Coronel do Exército. Comandante do DOI-Codi do II Exército de setembro de 1970 a janeiro de 1974. Foi instrutor da Escola Nacional de Informações em 1974 e, do final desse ano a novembro de 1977, serviu no Centro de Informações do Exército (CIE). |
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Carlos Alberto Cabral Ribeiro(1915-1984) |
General de exército. Comandante da 7ª Região Militar em 1973, época do massacre da Chácara São Bento, no Recife. Chefe do Estado-Maior do I Exército de abril de 1969 a janeiro de 1971. |
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Carlos Alberto Ponzi(1925-) |
Coronel do Exército. Chefiou a agência do SNI em Porto Alegre no final da década de 1970 e início da de 1980. Em 2007, foi denunciado pelo procurador de Justiça italiano Giancarlo Capaldo como um dos responsáveis pelo sequestro e desaparecimento do cidadão argentino Lorenzo Ismael Viñas, ocorrido em Uruguaiana (RS), em junho de 1980. |
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Carlos Sergio Torres |
Tenente-coronel do Exército. Comandou a Operação Sucuri, realizada de maio a outubro de 1973 com o objetivo de obter informações sobre os guerrilheiros participantes na Guerrilha do Araguaia e sua “rede de apoio”. Foi elemento de ligação entre as operações desencadeadas na região do Araguaia e o chefe do Centro de Informações do Exército (CIE), Milton Tavares de Souza. As informações levantadas durante a Operação Sucuri foram utilizadas na Operação Marajoara, desencadeada a partir de outubro de 1973, quando ao menos 49 guerrilheiros foram vítimas de desaparecimento forçado. |
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Carlos Xavier de Miranda(1920-) |
General de divisão. Chefe do Estado-Maior do II Exército de janeiro de 1976 a novembro de 1978. |
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Cecil de Macedo Borer |
Delegado de polícia. Diretor do Departamento de Ordem Política e Social do então estado da Guanabara (DOPS/GB) em 1964. |
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Clemente José Monteiro Filho (1925-1977) |
Capitão de mar e guerra. Comandou a unidade da Marinha localizada na ilha das Flores (RJ), de 1968 a 1970. |
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Cyro Guedes Etchegoyen |
Coronel do Exército. Chefe da seção de contrainformações do Centro de Informações do Exército (CIE) de 1971 a 1974. Segundo depoimento do coronel Paulo Malhães à CNV, Etchegoyen era a autoridade do CIE responsável pela Casa da Morte, em Petrópolis (RJ). |
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Darcy Jardim de Matos(1918-) |
General de brigada. Comandante da 8ª Região Militar, com sede em Belém, de 11 de agosto de 1971 a 17 de janeiro de 1973. Atuou durante todas as fases repressivas da Guerrilha do Araguaia. |
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Edmundo Drummond Bittencourt Herculano |
Vice-almirante. Foi comandante-geral do corpo de fuzileiros navais e comandante da força de fuzileiros da esquadra durante o período da atuação dessa unidade na Operação Papagaio, realizada contra a Guerrilha do Araguaia em setembro e outubro de 1972. |
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Ednardo D’Avila Mello |
General de exército. Comandante do II Exército, em São Paulo, de 1974 a 1976. Durante esse período, foram mortos em decorrência de tortura, nas dependências do DOI-Codi, o tenente da Polícia Militar José Ferreira de Almeida, o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manoel Fiel Filho. |
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Eni de Oliveira Castro (*) |
Coronel do Exército. Comandante do 10º Batalhão de Caçadores em Goiânia (GO), atual 42º Batalhão de Infantaria motorizada. Participou da repressão à Guerrilha do Araguaia. |
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Ênio de Albuquerque Lacerda(1929-1998) |
Foi comandante da 1ª companhia de Polícia do Exército, na Vila Militar do Rio de Janeiro, de maio de 1968 a julho de 1971, período em que ocorreram na unidade os casos de morte sob tortura de Severino Viana Colou e Chael Charles Schreier. Serviu no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército de abril de 1972 a junho de 1974. |
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Ernani Ayrosa da Silva (1915-1987) |
General de divisão. Foi chefe do Estado-Maior do II Exército, em São Paulo, de abril de 1969 a janeiro de 1971; comandante militar da Amazônia e da 12ª Região Militar, de abril de 1976 a dezembro de 1977; e chefe do Estado-Maior do Exército, de junho de 1979 a maio de 1981. |
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Everaldo José da Silva(*) |
General de Brigada. Na segunda metade da década de 1960, serviu no Estado-Maior do Exército e no quartel-general do Comando Militar do Planalto e da 11ª Região Militar. Exerceu a chefia do Estado-Maior do IV Exército, em Recife, de agosto de 1972 a outubro de 1973. |
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Fernando Ayres da Motta (*) |
Ex-comandante da companhia aérea Panair. Interventor em Petrópolis (RJ) em 1965 e 1966. No início da década de 1970, foi o intermediário da cessão de imóvel de propriedade de Mário e Madalena Lodders ao Centro de Informações do Exército (CIE), no qual funcionou a Casa da Morte. Segundo testemunho colhido pela CNV, frequentava o local, tendo conhecimento, portanto, de sua utilização como centro de tortura. De acordo com o mesmo testemunho, encontrou detido na Casa da Morte seu concunhado Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, desaparecido desde maio de 1971. |
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Firmino Peres Rodrigues(1931-) |
Delegado de polícia no estado do Rio Grande do Sul. Foi chefe do Departamento de Ordem Política e Social do Rio Grande do Sul (DOPS/RS) na década de 1970, quando o órgão esteve vinculado a casos de detenção ilegal, tortura e execução. |
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Flávio de Marco (1929-1981) |
Serviu no Centro de Informações do Exército (CIE). Esteve presente, como observador, na reunião de fundação da Operação Condor, no Chile, em novembro de 1975. Participou ativamente das atividades de repressão à Guerrilha do Araguaia entre 1973 e 1974, atuando sob o codinome “Tio Caco” e chefiando a Casa Azul, centro clandestino de detenção e tortura localizado na antiga sede do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) em Marabá (PA). |
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Flávio Hugo de Lima Rocha (1921-1983) |
Coronel do Exército. Chefiou a 2ª seção do II Exército, na primeira metade da década de 1970, durante parte do tempo em que o major Carlos Alberto Brilhante Ustra esteve à frente do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI). |
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Francisco Demiurgo Santos Cardoso(1930-) |
Coronel do Exército. Comandante do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército de setembro de 1971 a fevereiro de 1972, quando houve intensa atividade repressiva. |
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Francisco Homem de Carvalho(1924-1990) |
Coronel do Exército. Serviu na agência do Serviço Nacional de Informações (SNI) no Rio de Janeiro, de setembro de 1964 a fevereiro de 1967. Comandou o 1º Batalhão de Polícia do Exército (BPE), no Rio de Janeiro, de março de 1971 a abril de 1974. Memorando oficial de março de 1983, do chefe do SNI para a agência central do órgão, indica a vinculação de Francisco Homem de Carvalho à Casa da Morte, em Petrópolis (RJ). Foi secretário de Segurança do estado do Rio de Janeiro (1967-1971). |
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Gastão Barbosa Fernandes |
Major do Exército. Diretor do Departamento de Ordem Política e Social do então estado da Guanabara (DOPS/GB). |
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Gastão Batista de Carvalho(1924-98) |
Tenente-coronel do Exército. Comandante do 2º Batalhão de Infantaria de Selva e comandante em campo de tropas empregadas na repressão à Guerrilha do Araguaia, entre março e maio de 1972. |
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Gentil Marcondes Filho (1916-1983) |
General de exército. Chefe do Estado-Maior do II Exército, em São Paulo, em 1974. Comandante do I Exército de 1979 a 1981, período em que ocorreu o atentado do Riocentro, no Rio de Janeiro, em 30 de abril de 1981. |
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Gentil Nogueira Paes |
General de brigada. Comandante do 2º grupamento de engenharia e construção do Exército no ano de 1974. |
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Gilberto Airton Zenkner(1934-) |
Coronel do Exército. Serviu no Centro de Informações do Exército (CIE), em Brasília, em 1974 e 1975. Atuou como coordenador-geral da Operação Sucuri, realizada na região do Araguaia entre maio e outubro de 1973. |
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Gustavo Eugênio de Oliveira Borges |
Coronel-aviador. Secretário de Segurança do estado da Guanabara no governo Carlos Lacerda, responsável pela prisão ilegal dos membros de delegação da República Popular da China, em 3 de abril de 1964. Foi investigado por comissão parlamentar de inquérito da Assembleia Legislativa da Guanabara sobre tortura na Invernada de Olaria e sobre a morte por afogamento de mendigos no rio da Guarda. Convocado pela CNV em outubro de 2014, alegou razões de saúde para não prestar depoimento. |
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Harry Shibata(1927-) |
Médico-legista. Diretor do Instituto Médico Legal do estado de São Paulo (IML/SP) de 1976 a 1983, período em que o órgão foi responsável pela emissão de laudos necroscópicos fraudulentos, com a finalidade de encobrir graves violações de direitos humanos. |
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Hélio Ibiapina Lima(1919-2010) |
General de brigada. Presidiu o inquérito policial militar (IPM) instaurado em abril de 1964 para “apurar ações subversivas na área do IV Exército”, no Recife, cuja jurisdição abarcava a região Nordeste. É considerado um dos principais responsáveis pelas graves violações aos direitos humanos perpetradas, após o golpe de Estado, contra grande número de presos políticos em Pernambuco. |
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Hélio da Mata Resende (*) |
Tenente do Exército. Lotado na 5ª companhia de guarda do Exército. Foi membro da equipe nº 1 de interrogatório, sediada em Marabá, durante a repressão à Guerrilha do Araguaia, entre março e maio de 1972. |
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Herculano Pedro de Simas Mayer(1925-) |
Capitão de mar e guerra. Atuou como chefe da seção de operações da Força de Fuzileiros Navais durante a Operação Papagaio, realizada contra a Guerrilha do Araguaia em setembro e outubro de 1972. |
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Hugo de Andrade Abreu (1916-1979) |
General de divisão. Comandante da paraquedista e integrante do Centro de Informações do Exército (CIE). Comandou diretamente a tropa de paraquedistas enviada ao Araguaia durante a Operação Marajoara, iniciada em outubro de 1973. O objetivo dessa fase das operações, que se estendeu até o ano seguinte, era o extermínio dos guerrilheiros remanescentes na região. No período, pelo menos 49 pessoas foram vítimas de desaparecimento forçado. |
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Joalbo Rodrigues de Figueiredo Barbosa |
Secretário de Segurança Pública do estado da Bahia. Participou de ações de perseguição a Carlos Lamarca, que, em 1971, levaram à morte de Iara Iavelberg. |
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João de Alvarenga Soutto Mayor |
General de brigada. Exerceu a chefia do Estado-Maior do IV Exército de janeiro de 1971 a agosto de 1971. Ao deixar o cargo, assumiu a chefia do Estado-Maior do I Exército por cerca de um ano. |
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João Dutra de Castilho |
General de exército. Chefe do Estado-Maior do IV Exército de setembro a novembro de 1964. Comandou a 1ª Divisão de Infantaria da Vila Militar, do Rio de Janeiro, em 1969, época em que a unidade foi utilizada como centro para a prática de tortura e execução de presos políticos. |
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João Oswaldo Leivas Job |
Coronel do Exército. Agente da Divisão Central de Informações da Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul no início da década de 1970. Chefe do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército em 1974 e 1975. Secretário de Segurança Pública do estado do Rio Grande do Sul de 1979 a 1982. Teve participação no sequestro dos cidadãos uruguaios Universindo Rodríguez Díaz e Lilián Celiberti, em 1978. |
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João Pinto Pacca (1919-) |
General de brigada. Serviu no Centro de Informações do Exército (CIE), no Rio de Janeiro, de maio de 1968 a abril de 1969. Chefiou o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército de maio de 1971 a setembro de 1971, sucedendo o então major José Antônio Nogueira Belham. |
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João Tarcísio Cartaxo Arruda |
Coronel do Exército. Em 1975, comandou o 6º Batalhão de Engenharia e Construção, que participou da construção da rodovia BR-174. A realização dessa obra resultou, no período de 1972 a 1975, na morte e no desaparecimento de número expressivo de indígenas da etnia Waimiri Atroari. |
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Jonas Braga(*) |
Tenente do Exército. Chefe da agência do Distrito Federal do Centro de Informações do Exército (CIE) em 1972, durante as operações repressivas realizadas contra a Guerrilha do Araguaia, entre julho e setembro daquele ano. |
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Jorge José de Carvalho |
Tenente-brigadeiro. Comandante da Base Aérea do Galeão no ano de 1971, quando Stuart Angel foi vítima de detenção ilegal, tortura e execução, tendo seu corpo desaparecido. Durante o comando de Carvalho, esteve em funcionamento presídio clandestino nas dependências da Base Aérea do Galeão, que serviu para detenção de presos políticos e realização de sessões de tortura. |
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Jorge José Marques Sobrinho(1935-1990) |
Delegado da Polícia Civil. Diretor do Departamento de Ordem Política e Social do então estado da Guanabara (DOPS/GB) no início da década de 1970. |
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José Antônio Nogueira Belham |
General de divisão. Chefe do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército de novembro de 1970 a maio de 1971, onde permaneceu como adido até setembro de 1971. Esteve no Centro de Informações do Exército (CIE), de abril de 1977 a novembro de 1981, período no qual chefiou a seção de operações. Serviu no SNI, de abril de 1984 a abril de 1987. Foi denunciado criminalmente pelo Ministério Público Federal em maio de 2014 pelo homicídio e ocultação de cadáver do ex-deputado Rubens Paiva. Convocado pela CNV, compareceu à audiência em setembro de 2014, mas optou por permanecer em silêncio. |
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José Ferreira da Silva (*) |
Tenente-coronel do Exército. Comandante do destacamento do Exército em Marabá e comandante de tropas na região do Araguaia, entre junho e julho de 1972. |
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José Luiz Coelho Netto |
General de divisão. Subchefe do Centro de Informações do Exército (CIE) à época da criação e funcionamento da Casa da Morte, em Petrópolis (RJ) (1971-74) e um dos responsáveis por sua concepção, segundo depoimento prestado pelo coronel Paulo Malhães à CNV. Chefe do Estado-Maior do I Exército em 1979, e chefe de gabinete do ministro do Exército de 1981 a 1983. |
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José Ney Fernandes Antunes(1926-) |
Tenente-coronel do Exército. Comandante do 1o Batalhão de Polícia do Exército (BPE), no Rio de Janeiro, entre novembro de 1968 e fevereiro de 1971. |
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Leo Guedes Etchegoyen |
General de brigada. Secretário de Estado de Segurança Pública do Rio Grande do Sul de novembro de 1964 a fevereiro de 1965. Foi chefe do Estado-Maior do II Exército de agosto de 1979 a julho de 1981. Assumiu a chefia do Estado-Maior do III Exército em agosto de 1982. |
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Leônidas Pires Gonçalves |
General de exército. Chefe do Estado-Maior do I Exército de 1974 a 1976, período em que foi responsável pela chefia do Centro de Operações de Defesa Interna (CODI) e por ações no âmbito da Operação Radar, contra o Partido Comunista Brasileiro (PCB), e do episódio conhecido como Massacre da Lapa, contra a cúpula dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). |
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Luiz Macksen de Castro Rodrigues |
Superintendente da Polícia Federal do Rio Grande do Sul em 1978, à época do sequestro de Lilián Celiberti e Universindo Rodríguez Díaz, em Porto Alegre, para o qual a Polícia Federal foi acusada de fornecer veículos que transportaram os agentes que participaram da operação. Em 2007, foi denunciado pelo procurador italiano Giancarlo Capaldo em razão de suas responsabilidades no sequestro do argentino Lorenzo Ismael Viñas, ocorrido em Uruguaiana (RS), em 26 de junho de 1980. |
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Manoel Pio Corrêa Júnior |
Diplomata e empresário. Embaixador do Brasil no Uruguai de setembro de 1964 a janeiro de 1966, conduziu severa política de monitoramento dos brasileiros exilados, conseguindo o internamento de Leonel Brizola. Secretário-geral do Ministério de |
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Marcos Henrique Camillo Cortes |
Diplomata. Primeiro chefe do Centro de Informações do Exterior (Ciex), de 1966 a setembro de 1968. Serviu como ministro-conselheiro na Embaixada do Brasil em Buenos Aires de 1974 a 1978. Em 1986, foi acusado de envolvimento na morte e desaparecimento, em 1976, do pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Jr. À época, rebateu as acusações. Ouvido pela CNV em fevereiro de 2014, negou que a Embaixada em Buenos Aires mantivesse contatos de qualquer natureza com a estrutura da repressão política argentina. |
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Marcus Antônio Brito de Fleury |
Capitão do Exército. Comandou a 2ª seção do 10º Batalhão de Caçadores, em Goiânia (GO) (atual 42º Batalhão de Infantaria Motorizada). Foi superintendente regional do Departamento de Polícia Federal em Goiás. Entre dezembro de 1968 e abril de 1974, chefiou núcleo da agência de Goiânia do Serviço Nacional de Informações (SNI). |
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Mário de Souza Pinto(*) |
General de brigada. Foi chefe do Estado-Maior do II Exército de abril de 1973 a janeiro de 1974. |
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Melillo Moreira de Mello (1920-1984) |
Diplomata. Em 1971 e 1972, quando exerceu o cargo de cônsul-geral do Brasil em Santiago, participou do monitoramento dos brasileiros exilados no Chile. Em 15 de junho de 1971, informou o MRE sobre os dados de viagem ao Uruguai do banido Edmur Péricles Camargo. Edmur foi sequestrado no dia seguinte, numa escala em Buenos Aires, e entregue clandestinamente pelas autoridades argentinas ao governo brasileiro e, desde então, se encontra desaparecido. |
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Newton Araújo de Oliveira e Cruz (1924-) |
General de divisão. Chefe da agência central do SNI à época do atentado no Riocentro, no Rio de Janeiro, em 1981, tendo sido denunciado pelo Ministério Público Federal em 2014, por sua participação no evento. |
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Nilton de Albuquerque Cerqueira(1930-) |
Coronel de Exército. Chefiou a 2a seção (informações) do Estado-Maior da 6a Região Militar de 1971 a 1973, período no qual teve atuação na Operação Pajussara, desencadeada contra Carlos Lamarca no estado da Bahia, e, também, na região do Araguaia. Em 1981, assumiu o comando |
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Olavo Vianna Moog |
General de divisão. Comandante do 1o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) em 1964 e 1965. Em 1971, assumiu o Comando Militar do Planalto e a 11a Região Militar, onde permaneceu até 1974. No exercício dessa última função, esteve diretamente envolvido na repressão à Guerrilha do Araguaia, sendo o responsável pelo comando das operações realizadas entre julho e setembro de 1972 e, ainda, da Operação Papagaio, levada a cabo entre setembro e outubro de 1972. Nesse período, treze pessoas tornaram-se vítimas de desaparecimento forçado, das quais três já tiveram seus locais de sepultamento identificados. |
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Olinto Ferraz |
Coronel da Polícia Militar do estado de Pernambuco. Diretor da Casa de Detenção do Recife à época da morte de Amaro Luiz de Carvalho, em 22 de agosto de 1971. |
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Oscar Geronymo Bandeira de Mello |
General de divisão. Presidente da Funai de junho de 1970 a março de 1974. Responsável pela criação do Reformatório Krenak, no estado de Minas Gerais, utilizado como instalação prisional pela Funai e local de tortura, morte e desaparecimento forçado de indígenas. |
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Paulo Rufino Alves (1934-1986) |
Coronel do Exército. Comandante do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do II Exército, em São Paulo, em 1976. |
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Romeu Tuma |
Delegado da Polícia Civil do estado de São Paulo. Atuou no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS/SP) de 1969 a 1982, período em que o órgão teve grande envolvimento com atividades de repressão política. Foi seu diretor de 1977 a 1982. Em 1982, assumiu a superintendência da Polícia Federal em São Paulo e, em 1985, tornou-se diretor-geral. |
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Ruy de Paula Couto (1916-) |
General de exército. Chefe do Estado-Maior do III Exército de dezembro de 1969 a maio de 1972, período em que houve número expressivo de casos de detenção ilegal, tortura, morte e desaparecimento forçado na região Sul do país. |
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Ruy Lisbôa Dourado |
Delegado da Polícia Civil do antigo estado da Guanabara. Em abril de 1965, foi cedido ao Ministério das Relações Exteriores para servir na Embaixada do Brasil em Montevidéu. No Uruguai, participou do monitoramento dos brasileiros exilados, como elo de ligação com a polícia local. Em 1979, como delegado distrital da Barra da Tijuca, conduziu o inquérito policial sobre a morte do embaixador José Jobim, corroborando a tese de suicídio. Suas conclusões foram posteriormente desfeitas em investigação do Ministério Público estadual, com a qualificação do caso como homicídio de autoria desconhecida. |
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Samuel Augusto Alves Correa |
Chefe do Estado-Maior do IV Exército no final da década de 1960, comandou a 5ª Região Militar, sediada em Curitiba, de julho de 1974 a janeiro de 1977, período em que foi deflagrada a Operação Marumbi, que resultou em expressivo número de casos de detenção ilegal e tortura. |
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Syzeno Ramos Sarmento |
General de exército. Comandante do II Exército em 1967 e 1968, e do I Exército de 1968 a 1971. Durante sua gestão à frente do I Exército, criou o Centro de Operações de Defesa Interna (CODI) e o Destacamento de Operações de Informações (DOI), que funcionaram de forma integrada, no sistema conhecido como DOI-CODI, difundido nacionalmente. |
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Uriburu Lobo da Cruz(1931-) |
Capitão de mar e guerra. Vinculado ao Comando de Operações Navais – Divisão Anfíbia/GB. Atuou na força de fuzileiros de esquadra enviada à região do Araguaia para participação na Operação Papagaio, em 1972. Nessa operação, ocupou o posto de comandante do grupamento operativo, formado por 229 homens, sendo o responsável direto pelo comando da tropa. |
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Waldir Coelho (*) |
Coronel do Exército. Chefe da Operação Bandeirante (Oban), do I Exército, em 1969 e 1970. |
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Wilson Brandi Romão |
Coronel do Exército. Foi secretário de Segurança Pública do estado do Pará de maio de 1974 a março de 1975, período em que as Forças Armadas levaram a cabo a Operação Marajoara, no sudeste paraense. Durante a operação, pelo menos 49 guerrilheiros foram vítimas de desaparecimento forçado. |
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Abeylard de Queiroz Orsini |
Médico-legista do Instituto Médico Legal do estado de São Paulo (IML/SP), teve seu registro profissional cassado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 10 de abril de 2002, por violação da ética médica, fraude e conivência com a tortura, ao assinar laudos de presos políticos executados pela repressão. Convocado pela CNV em fevereiro de 2014 para prestar depoimento, não atendeu à convocação, deixando de apresentar justificativa formal. |
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Abílio Correa de Souza |
Suboficial da Aeronáutica. Fez curso na Escola das Américas, no Panamá.Atuou no Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (CISA) de janeiro de 1969 (então Núcleo do Serviço de Informações da Aeronáutica, NSISA) a setembro de 1973, quando foi nomeado chefe do posto do Correio Aéreo Nacional em Buenos Aires. Segundo depoimentos de ex-presos políticos, foi o responsável pelo sequestro de Stuart Angel Jones e participou da tortura a que este foi submetido. Foi também identificada sua participação na tortura de Jefferson Cardim de Alencar Osório e seu filho Jefferson Lopetegui de Alencar Osório, na Base Aérea do Galeão, em dezembro de 1970 e janeiro de 1971. |
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Ademar Augusto de Oliveira |
Investigador de polícia. Serviu no Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo (DEIC/SP). Foi integrante da equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury e do Esquadrão da Morte de São Paulo. Foi identificado seu envolvimento com a prática de detenção ilegal e execução. |
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Ailton Guimarães Jorge |
Ex-militar. Serviu na 1a companhia de Polícia do Exército da Vila Militar do Rio de Janeiro de novembro de 1966 a março de 1972. Esteve à disposição do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército de maio de 1972 a novembro de 1972. Pediu demissão do Exército em março de 1981, após ser condenado pela prática de contrabando. Foi preso em 1993 e 2007 por envolvimento com o jogo do bicho. Teve participação em casos de detenção ilegal, tortura e execução. |
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Ailton Joaquim |
Capitão do Exército. Serviu no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército, no Rio de Janeiro. Acusado pela prática de tortura, execução e ocultação de cadáver, foi apontado como um dos mais violentos torturadores do DOI-CODI. Esteve também envolvido com a prática de contrabando quando serviu na Polícia do Exército do Rio de Janeiro. |
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Alberi Vieira dos Santos |
Sargento da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, foi colaborador do Centro de Informações do Exército (CIE). Assassinado em 1979. Teve participação em detenções ilegais, execuções, desaparecimento forçado de pessoas e ocultação de cadáveres. |
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Alberto Octávio Conrado Avegno |
Agente do Centro de Informações do Exterior (Ciex), com o codinome “Altair”, entre outros, atuou também como agente do Centro de Informações da Marinha (Cenimar). Teve participação em detenções ilegais e desaparecimentos forçados. |
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Alcides Singillo |
Delegado de polícia. Serviu no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS/SP) na primeira metade da década de 1970. Teve participação em casos de tortura, sequestro e ocultação de cadáver. É réu em processo criminal em andamento em razão de crimes cometidos durante a ditadura militar. |
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Alfredo Magalhães |
Capitão de mar e guerra. Serviu no Centro de Informações da Marinha (Cenimar) entre 1970 e 1971, onde atuou sob o codinome de “capitão Mike”; também era chamado de “Alemão”. Participou de tortura na unidade da Marinha da Ilha das Flores, em Niterói. De acordo com relatos contidos no livro Tirando o capuz, de Álvaro Caldas, teria participado das torturas de Stuart Edgar Angel. |
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Aloísio Fernandes |
Médico-legista do Instituto Médico Legal do estado de São Paulo (IML/SP). Teve participação em caso de emissão de laudo necroscópico fraudulento, para ocultação da causa da morte. |
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Altair Casadei |
Sargento da Polícia Militar. Serviu na Operação Bandeirante (Oban) e no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do II Exército, em São Paulo, de 1970 a 1976, onde integrou a equipe de buscas e atuou como carcereiro. Teve participação na prática de tortura. |
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Aluísio Madruga de Moura |
Coronel do Exército. Comandou o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do Comando Militar do Planalto. Serviu no Pelotão de Investigações Criminais (PIC) do Exército em Brasília e, ainda, no Serviço Nacional de Informações (SNI) e no Centro de Informações do Exército (CIE). Participou de operações militares relacionadas à Guerrilha do Araguaia, com especial destaque para suas passagens pela região do sudeste do Pará e do norte de Goiás. |
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Amílcar Lobo Moreira da Silva |
Médico do Exército. Designado em 1970 para atuar como médico no 1o Batalhão de Polícia do Exército (BPE), no Rio de Janeiro. Atuou no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército de 1970 a 1974, onde era conhecido como “doutor Carneiro”. Em 1981, foi denunciado publicamente pela ex-prisioneira política Inês Etienne Romeu por ter atuado no centro clandestino de tortura e extermínio do Centro de Informações do Exército (CIE) conhecido como Casa da Morte, localizado em Petrópolis (RJ). Em 1986, o Conselho Regional de Medicina do estado do Rio de Janeiro cassou seu registro profissional. A decisão foi ratificada em 1989 pelo Conselho Federal de Medicina. Teve participação em casos de tortura, execução e ocultação de cadáver. |
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André Leite Pereira Filho |
Coronel do Exército. Chefe da seção de informações do 2o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) em São Paulo no ano de 1970. Atuou no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do II Exército de fevereiro de 1971 a fevereiro de 1977. Serviu nos batalhões de infantaria de selva de Imperatriz (MA) e de Manaus, de 1977 a 1980. Esteve no Centro de Informações do Exército (CIE), em Brasília, de maio de 1980 a maio de 1985. Foi identificado como responsável pela Casa de Itapevi, centro clandestino de tortura e morte no estado de São Paulo. Segundo depoimento do ex-sargento Marival Chaves à CNV, Pereira Filho, enquanto servia no CIE, participou em julho de 1980 da chamada “Operação Limpeza” realizada com o objetivo de ocultar os restos mortais de Maria Augusta Thomaz e Márcio Beck Machado, mortos em Rio Verde (GO). |
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Aníbal de Carvalho Coutinho |
Coronel do Exército. Comandante-geral da Polícia Militar no estado de Goiás de agosto de 1978 a março de 1983. Teve participação em casos de execução, desaparecimento forçado e ocultação de cadáver. |
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Antônio Cúrcio Neto |
Coronel do Exército. Assumiu em abril de 1973 a chefia da 2a Seção (informações) do Estado-Maior do IV Exército, no Recife. Desempenhou funções de direção no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do IV Exército de abril de 1973 a maio de 1974. Em depoimento prestado à Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara (CEMVDHC), em 16 de maio de 2013, o ex-preso político José Nivaldo Júnior apontou Antônio Cúrcio Neto como responsável por seu sequestro no Recife, ocorrido em agosto de 1973. Da mesma forma, em depoimento concedido à CEMVDHC em 3 de outubro de 2013, o jornalista Carlos Garcia identificou o militar como responsável por sua detenção, em março de 1974. |
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Antônio Dácio Franco Amaral |
Médico-legista do Instituto Médico Legal do estado de São Paulo (IML/SP). Teve participação em caso de emissão de laudo necroscópico fraudulento, identificando a vítima com nome falso, de modo a favorecer a ocultação de seu cadáver. |
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Antônio Fernando Hughes de Carvalho |
Serviu no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército, no Rio de Janeiro, em 1970 e 1971. Teve participação em casos de detenção ilegal, tortura, execução, desaparecimento forçado e ocultações de cadáver, entre eles o caso do ex-deputado Rubens Beyrodt Paiva, a quem teria torturado e executado pessoalmente. Atuou na Casa da Morte, em Petrópolis (RJ), de 1971 a 1974. |
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Antônio Valentini |
Médico-legista do Instituto Médico Legal do estado de São Paulo (IML/SP). Teve participação em casos de emissão de laudo necroscópico fraudulento. |
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Antônio Vilela |
Delegado de polícia. Atuou na Operação Bandeirante (Oban) e no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do II Exército, tendo integrado equipes de busca do órgão. Teve participação em casos de detenção ilegal, execução e desaparecimento forçado. |
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Antônio Waneir Pinheiro Lima |
Soldado do Exército. Atuou na Casa da Morte, em Petrópolis (RJ), com o codinome |
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Aparecido Laertes Calandra |
Delegado de polícia. Serviu no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS/SP) e atuou no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do II Exército, em São Paulo, usando o codinome “doutor Ubirajara”. A partir de 1983, quando o delegado Romeu Tuma assumiu a função de superintendente da Polícia Federal, transferiu-se para esse órgão. Teve participação em casos de tortura e execução. Convocado pela CNV em novembro de 2013, prestou depoimento em que sustentou que cumpria funções burocráticas no DOI-CODI de São Paulo. |
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Aramis Ramos Pedrosa |
Ex-tenente do Exército. Serviu no Batalhão de Fronteira de Foz do Iguaçu (PR), em 1974, tendo atuado na seção de informações. Em 1977, foi condenado pela Justiça do estado do Mato Grosso do Sul à prisão e à perda da função pública em razão de participação em crime de extorsão mediante sequestro, sem conotações políticas. Teve participação em casos de detenção ilegal, execução, desaparecimento forçado e ocultação de cadáver. |
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Areski de Assis Pinto Abarca |
Capitão do Exército. Chefe da 2a Seção do Batalhão de Fronteira de Foz do Iguaçu (PR), de março de 1974 a fevereiro de 1975. Teve participação em casos de detenção ilegal, execução, desaparecimento forçado e ocultação de cadáver. |
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Arildo de Toledo Viana |
Médico-legista do Instituto Médico Legal do estado de São Paulo (IML/SP). Teve participação em caso de emissão de laudo necroscópico fraudulento. Assinou com Harry Shibata e Armando Cânger Rodrigues o laudo de falso suicídio do jornalista Vladimir Herzog. |
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Armando Avólio Filho |
Coronel do Exército. Serviu no 1o batalhão de Polícia do Exército (BPE), no Rio de Janeiro, de janeiro de 1970 a dezembro de 1971, usando o codinome “Apolo”. Teve participação na prática de tortura. |
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Armando Canger Rodrigues |
Médico-legista do Instituto Médico Legal do estado de São Paulo (IML/SP). Teve participação em casos de emissão de laudo necroscópico fraudulento. Dentre outros casos, assinou com Harry Shibata e Arildo de Toledo Viana o laudo de falso suicídio do jornalista Vladimir Herzog Leia Também |