A jornalista Mirian Dutra afirmou, na semana passada, que manteve um contrato fictício com a empresa Brasif Exportação e Importação entre 2002 e 2006 para receber dinheiro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em contas bancárias no exterior. Os US$ 3.000 mensais que recebia eram usados para bancar parte do sustento de Tomás Dutra, fruto do relacionamento que Mirian e FHC mantiveram durante seis anos, entre o final dos anos 1980 e o início dos 1990, segundo a versão da história da história contada pela jornalista ao jornal Folha de São Paulo, e repercutida em redes sociais.
Mirian e FHC se conheceram em 1985, em Brasília, onde ela trabalhava como jornalista na TV Globo e FHC exercia mandato de senador. Após o nascimento de Tomás, Mirian se mudou para Portugal. Morou também na Inglaterra e na Espanha. Apesar de não ter registrado Tomás, FHC ajudou em seu sustento e sempre o tratou como filho. Mirian afirma que, apesar de nunca ter feito trabalho algum para a Brasif, aceitou a proposta porque passava por dificuldades financeiras para sustentar Tomás e seus dois irmãos na Espanha, onde vivia na ocasião. Segundo ela, FHC disse ter depositado US$ 100 mil em uma conta da Brasif, que sacava parte do valor todos os meses e fazia o pagamento.
Por meio de nota enviada pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente afirma que os recursos usados para sustentar Tomás “provieram de rendas legítimas de meu trabalho, depositadas em contas legais e declaradas ao Imposto de Renda, mantidas no Banco do Brasil em NY/ Miami ou no Novo Banco, Madri, quando não em bancos no Brasil”, garanrte
A versão de Mirian para o pagamento dessa espécie de pensão contradiz a de FHC. Na nota, FHC afirma que “nenhuma outra empresa, salvos as bancárias já referidas, foi utilizada por mim para fazer esses pagamentos. Com referencia a empresa citada no noticiario de hoje, trata-se de um contrato feito há mais de 13 anos, sobre o qual não tenho condiçoes de me manifestar enquanto a referida empresa não fizer os esclarecimentos que considerar necessários”, conforme reproduz a revista Época.