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Ninguém procura por criança abandonada em shopping

18 de abril 2016 - 18h36 Por Redação Douranews
Ninguém procura por criança abandonada em shopping

Uma criança, que foi abandonada em um shopping da Zona Sul do Rio, na sexta-feira (15), ainda não foi procurada pelos familiares desde o dia do abandono e permanece em um abrigo. A delegada titular da 10ª DP (Botafogo), Bárbara Lomba, investiga o caso e afirmou nesta segunda-feira (18) que os pais não procuraram a delegacia, nem voltaram na instituição onde o menor foi acolhido.

"Não houve qualquer procura da mãe, ninguém se apresentou. Já tive notícias do abrigo onde a criança está e não houve qualquer tipo de notícia na instituição. Ainda não tivemos contato familiar, mas nós vamos atrás e vamos localizar essas pessoas para ouvi-las. A primeira medida da investigação agora são as imagens de segurança para identificar as pessoas, saber se ambas abandonaram a criança e por isso a filmagem é determinante. O segundo passo é identificar os familiares para saber quem são os responsáveis", afirmou a delegada.

Um homem teria se apresentado na delegacia no mesmo dia do abandono e teria dito que era pai da criança. No entanto, o homem não teria nenhum documento que comprovasse a paternidade da criança. Diferente da testemunha que denunciou o caso, o suposto pai alegou que não teria visto que a criança tinha ficado sozinha no shopping.

"No final do dia, um homem nos procurou dizendo que era pai, mas sem nenhum documento da criança. Ele alegou que trabalharia no Rio Sul e teria discutido com a mãe da criança. Na convicção dele, a criança teria ficado com a mãe porque na hora em que ele saiu ele não teria olhado para trás e não sabia que a criança tinha ficado sozinha. A testemunha [funcionário do shopping] afirma que viu ambos discutindo e, praticamente ao mesmo tempo, teriam saído cada um para um lado e acessado portas externas do shopping", explicou Barbara Lomba.

A delegada contou ainda que a criança chegou na unidade um pouco atordoada, sem entender o que estava acontecendo. De acordo com Bárbara Lomba, o menor estava sem os cuidados de higiene adequados. "A criança parecia um pouco atordoada, parecia que estava com roupas de brincadeira, e que não havia feito a higienização adequada. Os responsáveis serão responsabilizados por abandono de incapaz. A pena pode variar de seis meses a três anos, segundo divulgou o G1