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Por conta de festas, deputados não votam alongamento de dívidas dos Estados

30 de junho 2016 - 13h13 Por Redação Douranews
Por conta de festas, deputados não votam alongamento de dívidas dos Estados Deputados 'matam' sessões em junho por conta de festas nos Nordeste — Foto: Divulgação/www.dnadabalada.com.br

O líder do governo, deputado Andre Moura (PSC-SE), disse nesta quarta-feira (29) que a prioridade para a próxima semana será conseguir agilizar a votação do PLC (Projeto de Lei Complementar) 257/16, que alonga por mais 20 anos o pagamento das dívidas dos estados junto à União se forem adotadas restrições de despesas por parte dos governos estaduais.

“O presidente [interino da República, Michel Temer] entende que, se conseguimos dar a urgência na próxima semana e votar antes do recesso, colabora ainda mais com os estados e também com os municípios. Porque a renegociação passa a ser também com os municípios brasileiros”, disse Moura.

O deputado afirmou que conversou com o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, para garantir o esforço concentrado e “recuperar a semana perdida” com votações na próxima semana, de segunda a quinta-feira (4 a 7). Deputados estão em uma espécie de ‘recesso branco’ por conta das festas juninas do Nordeste, onde se concentra a maior parte dos parlamentares.

A única matéria que o governo “conseguiu salvar” na semana, de acordo com Moura, foi a leitura do parecer do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) à proposta que retira da Petrobras a obrigatoriedade de participar da extração de petróleo da camada pré-sal.

Recesso parlamentar

A data do recesso parlamentar, previsto na Constituição de 17 a 31 de julho, entrará na discussão da reunião de líderes de terça-feira (5), de acordo com Moura. Alguns deputados querem mudar o recesso de julho para o final de setembro, mais próximo das eleições municipais.

Outros preferem manter o recesso na segunda quinzena de julho e outros ainda querem que a Câmara funcione no final do próximo mês, pois, segundo Moura, seria a data em que o processo contra o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, chegaria ao Plenário.