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Justiça Federal condena pecuarista de MS a quase 10 anos de prisão

15 de setembro 2016 - 12h46 Por Redação Douranews
Justiça Federal condena pecuarista de MS a quase 10 anos de prisão

O pecuarista e empresário José Carlos Bumlai, residente em Campo Grande, e apontado como um dos amigos mais próximos ao ex-presidente Lula (PT), foi condenado nesta quinta-feira (15) a 9 anos e 10 meses de prisão.

A sentença, do juiz Sérgio Moro, condenou o empresário pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira e pelo crime de corrupção passiva.

O juiz considerou que Bumlai obteve junto ao Banco Schahin um empréstimo de R$ 12 milhões, dinheiro que seria usado para favorecer o PT. Em troca, a instituição financeira foi ‘agraciada’ com contrato com a Petrobrás com valor global de US$ 1,5 bilhão para operar um navio sonda da estatal.

De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), no final de 2015 o banco fez um novo empréstimo de R$ 18 milhões a uma empresa de Bumlai, ‘apenas para quitar o empréstimo a título pessoal’.

De acordo com o procuradores da Lava Jato, a dívida do amigo de Lula junto ao banco não foi paga, mas teria sido ‘quitada em 28/12/2009, mediante prévio contrato de transação, liquidação e dação em pagamento de embriões de gado bovino por José Carlos Bumlai a empresas do Grupo Schahin, e que foi celebrado em 27/01/2009. A dação em pagamento teria sido simulada, pois os embriões bovinos nunca foram entregues’. O filho do pecuarista, Maurício Bumlai, foi absolvido no processo.

Na mesma sentença de Moro, foram condenados o ex-gerente da Petrobras, Eduardo Costa Vaz Musa, pelo crime de corrupção passiva, pela solicitação e recebimento de vantagem indevida para si e para outrem no contrato entre a Petrobrás e o Grupo Schahin para operação do Navio­Sonda Vitória 10000, que também condenou

Pelos mesmos crimes, na mesma operação, foram condenados Fernando Soares, o Fernando Baiano, lobista que seria operar do PMDB no Petrolão, os banqueiros Fernando Schahin, Milton Taufic Schahin e Salim Taufic Schahin, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o ex-diretor da estatal, Nestor Cerveró.