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Moro interroga réus ligado ao grupo Schahin

09 de março 2017 - 17h25 Por G1/PR
Moro interroga réus ligado ao grupo Schahin

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, reinterroga, a partir das 14h desta quinta-feira (9), os réus Edison Freire Coutinho e José Antônio Marsílio Schwarz, ligados ao grupo Schahin. O reinterrogatório ocorre porque eles, investigados na 31ª fase da operação, celebraram acordo de colaboração premiada.

"Apesar de encerrada a instrução, o MPF e as Defesas de Edison Freire Coutinho e José Antônio Marsílio Schwarz informaram a celebração de acordo de colaboração (eventos 653, 654 e 679). O MPF juntou os termos de acordo e depoimentos prestados pertinentes a estes autos (evento 679). Pleiteam que sejam reinterrogados. Apesar do encerramento da instrução, justifica-se novo interrogatório dos acusados diante do fato superveniente", disse Moro em despacho do dia 13 de fevereiro.

A audiência é na Justiça Federal do Paraná, em Curitiba. A princípio, essa nova oitiva ocorreria às 15h30 de segunda-feira (6), mas precisou ser adiada porque outra oitiva havia sido previamente agendada para a mesma data.

Coutinho e Schwarz e mais 11 pessoas são réus no processo que apura irregularidades nas obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio de Janeiro.

O ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) Paulo Ferreira também é um dos réus da ação penal.

As obras foram o foco da 31ª fase da Operação Lava Jato, desencadeada em julho de 2016. Segundo as investigações, o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 20 milhões em propina para conseguir o contrato para execução das obras do Centro de Pesquisa de Petrobras.

A irregularidade ocorreu entre 2007 e 2012.

O consórcio era composto por: OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Schahin Engenharia e Construcap CCPS Engenharia. OAS e Shahin Engenharia já eram investigadas pela Operação Lava Jato.

O contrato firmado estava inicialmente previsto no valor de cerca de R$ $ 850 milhões. No entanto, depois de sucessivos aditivos, superou o montante consolidado de R$ 1 bilhão.

As investigações mostram, ainda, que o consórcio pagou para que WTorres não participasse da licitação. A empresa chegou a apresentar um valor mais baixo para a obra.

Os réus, conforme a força-tarefa da Lava Jato, dividiram tarefas e desempenharam diferentes funções no interesse da organização criminosa.

De acordo com as investigações, para que o contrato fosse realizado, executivos do Consórcio Novo Cenpes pagaram a propina para funcionários do alto escalão da Petrobras e representantes do Partido dos Trabalhadores (PT).