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Exército intervém e vai comandar polícias civil e militar no Rio de Janeiro

16 de fevereiro 2018 - 10h46 Por Redação Douranews
Exército intervém e vai comandar polícias civil e militar no Rio de Janeiro Depois do fracasso dos governos do Estado e da cidade no carnaval, Temer anuncia intervenção no Rio — Reprodução/Rede Globo

O presidente Michel Temer decidiu decretar intervenção na segurança pública no Estado do Rio de Janeiro. O decreto será publicado ainda nesta sexta-feira (16), segundo o presidente do Senado, Eunício Oliveira, que acompanha a evolução dessa situação.

Com essa medida, as Forças Armadas assumem a responsabilidade do comando das Polícias Civil e Militar no estado do Rio. A decisão ainda terá que passar pelo Congresso Nacional.

Durante a intervenção, a Constituição Federal não pode ser alterada, o que pode afetar o andamento da reforma da Previdência, que é uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e tem votação marcada para a semana que vem.

Dentro do governo, foi discutida a hipótese de suspender a intervenção durante a votação da Previdência, e depois retomá-la. Mas ainda não há definição sobre essa estratégia.

O decreto da intervenção será assinado pelo presidente Michel Temer no início da tarde desta sexta-feira (16). Segundo ministros do governo, o período da intervenção vai até o dia 31 de dezembro de 2018.

A decisão foi tomada após reunião de emergência no Palácio da Alvorada, na noite desta quinta-feira (15). A intervenção na segurança teve a anuência do governador Luiz Fernando Pezão, que revelou o fracasso do Governo no controle da violência durante o carnaval. Além disso, o Rio está sem prefeito desde antes do carnaval, quando Marcelo Crivella preferiu viajar para a Europa a permanecer cuidando da capital fluminense.

Temer designou também que o general Walter Souza Braga Neto, do Comando Militar do Leste, será o interventor. Ele foi um dos responsáveis pela segurança durante a Olimpíada do Rio, em 2016. O Congresso Nacional será convocado para apreciar o decreto, como prevê a Constituição. Cabe agora ao presidente do Congresso, Eunício Oliveira, convocar em até 10 dias a sessão para que Câmara e Senado aprovem ou rejeitem a intervenção, conforme destaca o G1.