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Entidades e senadora eleita condenam bloqueios

PRF diz que já desfez manifestações em 563 pontos

02 de novembro 2022 - 09h21 Por Redação Douranews
Entidades e senadora eleita condenam bloqueios Tereza se mantém solidária a Bolsonaro, mas não apoia protestos — Divulgação

Um levantamento divulgado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) no início da manhã desta quarta-feira (2) aponta que 563 manifestações em estradas federais espalhadas pelo país já haviam sido desfeitas. Até o momento, 17 estados ainda registram bloqueios em rodovias. Com 37 bloqueios, Santa Catarina, seguida por Mato Grosso, com 30, e Pará, com 17, são os estados com mais interdições.

Os protestos são promovidos por grupos que não aceitam o resultado das eleições e a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas. Na tarde desta terça-feira (1), o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou pela primeira vez sobre o resultado das urnas e comentou os protestos que ocorrem nas estradas em todo o Brasil.

“As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônios e cerceamento do direito de ir e vir”, disse Bolsonaro.

Na segunda-feira (31), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou o desbloqueio imediato das estradas, com punições aos manifestantes e ao diretor-geral da PRF em caso de descumprimento.

Desabastecimento

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) fez um alerta para o risco de desabastecimento e a falta de combustíveis, caso rodovias não sejam rapidamente desbloqueadas. Em nota, a entidade alertou que as indústrias já sentem os impactos no escoamento da produção e relatam casos de impossibilidade do deslocamento de trabalhadores.

Segundo a CNI, as paralisações já atingem o transporte de cargas essenciais, como equipamentos e insumos para hospitais, bem como matérias-primas básicas para as atividades industriais. Dados da CNI mostram que 99% das empresas brasileiras usam as rodovias para transporte da produção.

A CNA (Confederação Nacional da Agricultura) também manifestou, em nota, preocupação com os impactos provocados ao setor do agronegócio a prevalecer os movimentos de protestos. Em Mato Grosso do Sul, a senadora eleita e ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro, Tereza Cristina, disse que há “outras maneiras” de manifestar apoio ao presidente.