Após período de descanso, Lula inicia reuniões — Divulgação
Depois de passar uns dias no litoral da Bahia, descasando com a mulher Janja, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participa nesta segunda-feira (7) de reuniões com a equipe de transição de governo, em São Paulo. Ele já informou da decisão ao vice-presidente eleito, Geraldo Alckimin, que comemora 70 anos nesta segunda, escolhido para presidir a comissão de transição.
O desafio da gestão, que oficialmente ainda não começou, será negociar com o Congresso Nacional ajustes no Orçamento de 2023. Lula assumirá somente em 1º de janeiro de 2023. O foco inicial dos trabalhos será assegurar, no orçamento do próximo ano, a manutenção do auxílio para a população carente em R$ 600. Até o momento, esse valor não está assegurado.
A proposta de orçamento para 2023, encaminhada em agosto ao Congresso Nacional pela área econômica do presidente Jair Bolsonaro, prevê um benefício médio de R$ 405, mas, durante sua campanha, Lula prometeu, ainda, um valor adicional de R$ 150 por criança de até seis anos. A ideia é retomar o antigo Bolsa Família, revogado por Bolsonaro.
Além do auxílio para a população carente, outros temas considerados prioritários na revisão do orçamento de 2023 são:
- ganho real (acima da inflação) de 1,3% ou 1,4% ao salário mínimo em 2023;
- recursos para a saúde, como, por exemplo, os utilizados no programa Farmácia Popular;
- recursos para merenda escolar.
Além de montar o quebra-cabeças orçamentário, o presidente eleito também participará, nos próximos dias, da 27ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP27, em Sharm El Sheikh, no Egito.