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Conferência discute políticas indígenas

Encontro vai até sexta-feira e vota propostas

15 de novembro 2022 - 08h56 Por Com Agência Brasil
Conferência discute políticas indígenas Conferência foi aberta pelo ministro Queiroga — Ag Brasil/Fabio Pozzebom

A 6ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (6ª CNSI), aberta em Brasília nesta segunda-feira (14), vai reunir, até sexta-feira (19), mais de 1.700 participantes representantes dos povos originários em todo o Brasil, visando atualizar a Política Nacional de Saúde Indígena (Pnaspi), que irá redefinir as diretrizes e efetivar as particularidades étnicas e culturais no modelo de atenção à saúde dos povos indígenas dos próximos anos no Brasil. 

As decisões serão tomadas pelo voto direto de 1.300 delegados escolhidos nas aldeias e comunidades indígenas de todo o Brasil, como anunciou na abertura do evento o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao relembrar visitas que fez a comunidades indígenas, citando o Posto Leornado, no Alto Xingu, como exemplo de local onde a atenção primária à saúde acontece com consultas oftalmológicas, procedimentos odontológico e até mesmo assistência com apoio de tele saúde.

“Essa política pública precisa ser ampliada e, para isso, cada centavo, recurso público que chega na Sesai (a Secretaria Especial de Saúde Indígena) tem que chegar para as comunidades indígenas brasileiras. A gente sabe que têm ameaças desses recursos não chegarem aos seus verdadeiros donos, os nossos indígenas”, ressaltou.

Segundo o Ministério da Saúde, a 6ª CNSI é a etapa final de um trabalho que começou com 302 conferências locais e 34 distritais, realizadas entre outubro e dezembro de 2018. “Das conferências distritais saíram 2.380 propostas consolidadas em 252 proposições a serem analisadas nesta etapa nacional”, detalhou a pasta. O futuro presidente Luis Inácio Lula da Silva prometeu criar o Ministério dos Povos Originários para abrigar aliados do setor.