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CONSCIÊNCIA NEGRA

Conflito de raças envolve a questão salarial

Dia 20 de novembro ainda é marcado por desigualdade

19 de novembro 2022 - 09h47 Por Agência Brasil
Conflito de raças envolve a questão salarial Conflito fica mais evidente nas relações de trabalho — Divulgação

Pesquisa do Dieese (o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta sexta-feira (18), mostra que persiste a desigualdade entre pessoas negras e não negras no mercado de trabalho cresce em relação aos indicadores de gênero nas relações de empregabilidade.  

De acordo com a pesquisa, no segundo trimestre de 2022, as mulheres negras vivenciavam taxa de desocupação de 13,9%. Para os homens negros, a taxa era de 8,7%; para as não negras, de 8,9%; e para os não negros, a taxa foi a menor, d6,1%.

Neste domingo (20) é o Dia da Consciência Negra

A pesquisa mostra que há diferença também nos salários. Os não negros recebem, em média, mais do que os negros. No segundo trimestre de 2022, enquanto o homem não negro recebeu, em média, R$ 3.708 e a mulher não negra, R$ 2.774, a trabalhadora negra ganhou, em média, R$ 1.715, e o negro, R$ 2.142. Os números indicam que a mulher negra recebeu, no segundo trimestre, 46,3% do rendimento recebido pelo homem não negro. Para o homem negro, a proporção foi de 58,8%.

A desigualdade se repete na formalização dos contratos de trabalho. Segundo o levantamento, no segundo trimestre deste ano, mais de 30% do total dos ocupados se inseriram como assalariados com carteira. No entanto, entre o total de negras ocupadas, 31,5% tinham carteira assinada. Já entre os homens negros ocupados, a proporção de trabalhadores formais era de 37,1%. O percentual é de 36,8% para mulheres não negras e de 39,6% para homens não negros.