fabio faria — Agência Brasil
O Ministério das Comunicações (MCom) foi recriado em 2020, mas o legado dos dois anos de atuação vai reverberar por muitos anos. Além da implantação do 5G em todas as capitais, a pasta avançou nas políticas de conectividade e radiodifusão, além de garantir investimentos em infraestrutura, promovendo inclusão social e acesso à informação para milhões de brasileiros.
"Preparamos o Brasil para o futuro. Estamos entregando um legado, uma garantia de nenhum irmão brasileiro sem internet em casa, no celular, ou onde estiver", afirmou o ministro das Comunicações, Fábio Faria, antes de deixar o cargo, nesta semana, para reassumir funções na Câmara dos Deputados. O MCom, disse ele, fortaleceu programas consolidados, como o Wi-Fi Brasil, Computadores para Inclusão, Digitaliza Brasil, Cidades Digitais e Norte Conectado, além de promover o maior leilão de radiofrequências da América Latina, alçando o Brasil a um novo patamar no mercado digital.
Após um ano do leilão do 5G, realizado em novembro de 2021, a tecnologia já está disponível para cerca de 50 milhões de pessoas que vivem nas capitais brasileiras. A quinta geração de redes móveis permite velocidade até 100 vezes mais veloz do que o 4G, com baixa latência e capacidade para conectar múltiplos dispositivos.
Mas a chegada da nova tecnologia não se restringe a aplicações no uso pessoal, industrial e no agronegócio. Entre as obrigações assumidas pelas empresas vencedoras do leilão, garantir internet 4G nas rodovias federais e localidades ainda sem conexão; implantar rede de fibra óptica em locais com pouca ou nenhuma infraestrutura de conectividade; implantar o Programa Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS); custear a migração da TV parabólica para TV via satélite; e investir em projetos de conectividade em escolas.
Conexão gratuita
Com o programa Wi-Fi Brasil, o MCom levou conexão gratuita à internet em banda larga para todo o país, principalmente nas localidades onde inexistia oferta adequada de conectividade. Foram, até dezembro deste ano, 21,3 mil pontos instalados em cerca de 3,2 mil cidades, beneficiando mais de 11 milhões de pessoas. Desse total, 16.195 conexões (76,2%) foram instaladas em escolas e quase 70% (14.824) dos pontos de internet estão localizados em áreas rurais.
As antenas e roteadores são instaladas em locais específicos, como escolas, assentamentos, Unidades Básicas de Saúde (UBS), comunidades indígenas, quilombolas ou ribeirinhas, além de telecentros comunitários, por exemplo. São todos pontos de acesso com velocidade de conexão que varia entre 10 e 20 megabites por segundo, para conexões via satélite. O programa é realizado com a parceria operacional da Telebras.