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Jornalistas terão Observatório Nacional contra Violência

Medida foi anunciada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino

17 de janeiro 2023 - 18h20 Por G1
Jornalistas terão Observatório Nacional contra Violência Ministro ouve entidades sobre pedido de segurança — Ag Brasil/José Cruz

O ministério da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou nesta terça-feira (17) a criação de um observatório nacional para monitorar casos de violência contra jornalistas. "Acolhendo o pedido das entidades sindicais dos jornalistas, vamos instalar no Ministério da Justiça o Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas, a fim de dialogar com o Poder Judiciário e demais instituições do sistema de justiça e de segurança pública", escreveu Dino em uma rede social.

No fim da última semana, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, a abertura de investigação para identificar responsáveis por agressões a jornalistas durante os atos golpistas em Brasília no domingo (8) passado.  O documento encaminhado pela ABI à PGR lista 15 casos de agressões sofridas por profissionais de imprensa. Dino se reuniu nesta segunda-feira (16) com a presidente da Fenaj (a Federação Nacional dos Jornalistas), Samira de Castro, e representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) para tratar do assunto.

A ABI menciona o espancamento de uma fotojornalista do portal Metrópoles agredida, segundo a associação, por dez homens. Também cita o relato de um repórter do portal “Congresso em Foco” que teria sido impedido por um policial rodoviário federal de permanecer em lugar seguro. De acordo com a ABI, jornalistas tiveram ainda equipamentos furtados ou danificados nas agressões. A associação pede a reparação dos danos materiais e morais às vítimas.

“[Os] crimes praticados contra os jornalistas tiveram como motivação principal a política doentia dos extremistas e os atos terroristas realizados, restringindo a livre imprensa e expressão dos profissionais. Além de violar de forma direta e inequívoca o Estado Democrático de Direito, coibindo que as informações referentes ao ato antidemocrático chegassem até a população brasileira”, argumenta.